
“Hoje eu poderia estar em óbito”, diz gerente de loja atingido na cabeça por barra de ferro
Ainda abalado, Lincoln afirmou que passará por exame de corpo de delito às 17h desta sexta-feira e reforçou que a agressão ocorreu de forma repentina e...
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Por Luiz Haab

A violência registrada na Avenida Brasil, no Bairro São Cristóvão, em Cascavel, ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (8), após a vítima da agressão falar pela sobre o caso. O gerente de vendas Lincoln Garcia, atingido na cabeça com uma barra de ferro durante a confusão, concedeu entrevista ao lado do consultor automotivo Jonas da Luz, apontado como a pessoa que teve o primeiro contato com o agressor momentos antes do ataque.
Ainda abalado, Lincoln afirmou que passará por exame de corpo de delito às 17h desta sexta-feira e reforçou que a agressão ocorreu de forma repentina e sem qualquer provocação por parte da equipe da loja.
Segundo o relato dos trabalhadores, tudo começou no fim da tarde de quarta-feira (6), quando a equipe já organizava o fechamento do estabelecimento. Jonas contou que falava ao telefone quando um homem passou pela calçada e, pouco depois, retornou afirmando que teria sido alvo de risadas.
“Ele falou: ‘o que você está dando risada de mim?’. Eu respondi que nem tinha olhado pra ele. Claramente ele estava alterado. Pedi pra ele seguir o caminho dele e achei que a situação tinha terminado ali”, relatou Jonas.
O consultor disse que o homem voltou outras vezes em frente à loja até atravessar a avenida e se aproximar novamente da equipe. Segundo ele, a intenção era evitar qualquer tipo de confronto.
“Quando ele veio, eu estendi a mão pra tentar conversar. Falei numa boa: ‘opa, tudo bem?’. Ele respondeu que não pegaria na minha mão, disse que não gostava de ‘playboy’. Logo depois pegou uma barra de feixe de mola, uma barra de aço maciço, e atingiu a gente. Foi muito rápido”, afirmou.
Lincoln explicou que entrou na conversa justamente para tentar acalmar os ânimos, mas acabou sendo atingido violentamente na cabeça.
“Em menos de dez segundos ele achou uma barra de ferro e nem hesitou. Poderia ter me matado. Hoje eu poderia estar em óbito”, declarou o gerente, que precisou levar nove pontos após sofrer um corte contuso no crânio.
O vendedor também desabafou sobre o impacto psicológico do episódio e disse temer possíveis consequências futuras por conta do ferimento.
“Você pensa na família, nos filhos. Uma situação dessa pode mudar toda a história de uma família”, lamentou.
Durante a entrevista, ambos negaram qualquer comportamento agressivo antes do ataque. Jonas afirmou que a equipe está acostumada a lidar diariamente com pessoas em situação de vulnerabilidade na região e que sempre procura tratar todos com respeito.
“Aqui passa de tudo. Às vezes pedem água e a gente ajuda. Nunca tivemos intenção de arrumar confusão com ninguém”, comentou.
O caso foi registrado em boletim de ocorrência pela Polícia Civil. Conforme o documento, a ocorrência foi enquadrada como lesão corporal e vias de fato. O boletim relata que Lincoln foi atingido na cabeça com uma barra de ferro após uma discussão envolvendo o agressor e funcionários da loja. O suspeito fugiu do local antes da chegada das equipes policiais.
A ocorrência mobilizou socorristas do Siate, que encaminharam a vítima para atendimento médico. Segundo Lincoln, por orientação médica, ele permaneceu em repouso nas últimas 24 horas devido ao risco de enjoos e tonturas decorrentes do trauma sofrido.
O caso ganhou grande repercussão após imagens de câmeras de segurança mostrarem o momento da agressão em plena via pública, causando correria entre pessoas que passavam pela região. Até o momento, o agressor não foi localizado.
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