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Juros fecham em alta com baixas na equipe econômica, dólar e temor fiscal

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou em 2,77%, de 2,682% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro...

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Por Agência Estado

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A piora na percepção de risco fiscal, após mais baixas ontem na equipe econômica, continuou acentuando a inclinação da curva de juros nesta quarta-feira, 12, dia em que o mercado também esteve de olho nas discussões dos vetos presidenciais no Congresso. Havia receio pela derrubada daquele que barra a ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), dado o potencial de aumentar em R$ 20 bilhões os gastos do governo com o programa em 2021. Mas no fim da tarde os parlamentares mantiveram o veto, reduzindo a pressão sobre a curva. Também trouxe algum alívio às taxas a desaceleração do avanço do dólar após o Banco Central realizar um segundo leilão de contratos de swap cambial no fim da tarde. Por fim, já na sessão estendida, as taxas passaram a cair após a informação de que o presidente Jair Bolsonaro faria uma declaração à imprensa no começo da noite.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou em 2,77%, de 2,682% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 3,813% para 3,95%. O DI para janeiro de 2025 terminou com a taxa em 5,71% (5,563% ontem) e a do DI para janeiro de 2027 avançou de 6,543% para 6,71%. Na etapa estendida, estes dois últimos projetavam taxas de 5,66% e 6,66%, respectivamente, às 17h23, com o mercado aguardando a declaração de Bolsonaro, ao lado dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e de ministros. Entre eles, estará presente Paulo Guedes (Economia), que enfrenta uma “debandada” de secretários de sua pasta. “A expectativa é de que devem mostrar que o governo como um todo está ‘fechado’ com o teto de gastos”, disse um gestor.

A ponta longa é mais sensível aos eventos políticos, com parte do mercado passando o dia em dúvida sobre até quando o ministro Paulo Guedes se sustenta no cargo, reforçadas pelos pedidos de demissão de Salim Mattar e Paulo Uebel, secretários responsáveis, respectivamente, pelas privatizações e reforma administrativa. “Guedes admitiu que está ocorrendo um êxodo da equipe econômica e que a pressão de Brasília pela flexibilização do teto tem grande parcela de culpa. As baixas não são as primeiras de peso a serem anunciadas e passam uma mensagem de cautela ao investidor brasileiro”, disseram os analistas da Guide Investimentos.

A agenda de indicadores fez mais preço pela manhã – as vendas do varejo tiveram crescimento de 8% em junho acima da mediana das estimativas (4,90%) – e à tarde houve pressão adicional vinda das operações relacionadas ao leilão do Tesouro. Nesse clima de cautela, o cenário de apostas para a Selic em setembro ficou ainda mais conservador, com a curva indicando agora 88% de chance de manutenção da taxa em 2%.

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