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HUOP realiza procedimento de alta complexidade em captação de pulmão para transplante

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Segundo a coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT/HUOP), Gelena Castillo, o tempo é um...
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Foto: Assessoria HUOP

Por Fábio Wronski

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O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) foi palco de uma operação delicada e urgente nesta semana: a captação de um pulmão para transplante. O procedimento, considerado raro e de alta complexidade, envolveu uma grande mobilização entre a equipe do hospital, a Central Estadual de Transplantes e profissionais especializados, tudo em tempo recorde após a autorização da família do doador.

Segundo a coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT/HUOP), Gelena Castillo, o tempo é um dos maiores desafios desse tipo de procedimento. Assim que a família autoriza a doação, a Central de Transplantes é acionada e começa a organizar toda a logística para identificar receptores compatíveis e deslocar a equipe responsável pela retirada do órgão. “A equipe que vem buscar o pulmão normalmente chega em poucas horas, porque tudo é tratado com prioridade máxima”, explica Gelena.

A cirurgia de captação pode levar de quatro a seis horas, principalmente quando envolve múltiplos órgãos. No caso do pulmão, o cuidado é ainda maior devido à sensibilidade do órgão. Após a retirada, o transplante precisa ser realizado em até seis horas, o que exige uma logística ágil e extremamente bem coordenada. Fatores como infecções, lesões pulmonares e tempo prolongado de ventilação mecânica podem inviabilizar o uso do órgão, tornando o transplante pulmonar menos frequente que outros tipos.

A realização desse procedimento reforça o papel do HUOP no sistema de transplantes e mostra como a integração entre equipes é fundamental para salvar vidas. “Cada doação de pulmão é rara, complexa e extremamente valiosa. É um momento de gratidão à família doadora e também de conscientização para toda a sociedade. Falar sobre doação de órgãos salva vidas. Converse com sua família sobre. Uma decisão pode transformar a dor em vida e salvar muitas pessoas. Seja doador. Avise quem você ama”, destaca Gelena Castillo.

O hospital não repassou informações sobre data, paciente e local de destino do órgão captado.

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