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PAID completa 20 anos em Cascavel e já beneficiou 14 mil pacientes com atendimento domiciliar humanizado

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Só em 2025, 926 pessoas foram atendidas pelo PAID. Atualmente, mais de 250 pacientes recebem acompanhamento ativo das equipes, o que evita a ocupa...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

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O Programa de Assistência e Internação Domiciliar (PAID) é uma das principais estratégias da saúde municipal de Cascavel para garantir atendimento humanizado fora do hospital. Em 2025, o PAID completou 20 anos de atuação e já se tornou referência, tendo beneficiado cerca de 14 mil pacientes desde 2005, além de seus familiares.

Só em 2025, 926 pessoas foram atendidas pelo PAID. Atualmente, mais de 250 pacientes recebem acompanhamento ativo das equipes, o que evita a ocupação de leitos hospitalares e permite que o tratamento aconteça no conforto do lar, junto à família.

O programa começou de forma pioneira, com uma equipe pequena formada por médico e profissionais de enfermagem, que faziam visitas domiciliares a pacientes da Atenção Primária. No primeiro ano, cerca de 80 pessoas por mês já recebiam esse acompanhamento, incluindo quem precisava de oxigênio em casa.

Com o tempo, a demanda cresceu e as equipes também. Hoje, o PAID conta com quatro equipes multiprofissionais (EMADs), compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, além de uma equipe de apoio formada por assistente social, farmacêutico, nutricionista e fonoaudióloga.

Segundo o secretário de Saúde de Cascavel, Ali Haidar, a maioria dos pacientes do PAID está em cuidados paliativos, em diferentes fases da vida. São idosos, jovens e crianças enfrentando doenças graves como câncer, demências, sequelas de AVC, traumas, necessidade de ventilação mecânica, paralisia cerebral, cardiopatias ou dependência de oxigênio.

“Já comprovamos que a permanência dessas pessoas junto à família, no conforto do lar, além de reduzir riscos de infecção hospitalar, traz mais dignidade ao tratamento. Esse é o sentido do PAID: oferecer carinho, cuidado e acolhimento dentro ou fora do ambiente hospitalar”, afirma Haidar.

O PAID vem aprimorando a assistência ao longo dos anos. Entre as novidades recentes estão a compra de novos equipamentos de fisioterapia, o apoio voluntário do capelão Guinter, que oferece suporte espiritual sem vínculo religioso, e atividades educativas permanentes para profissionais e cuidadores.

Apesar dos avanços, o maior desafio é garantir uma rede de apoio comunitária, já que nem sempre os familiares conseguem se dedicar integralmente ao paciente. “Isso exige ainda mais sensibilidade dos profissionais que prestam esse atendimento”, ressalta o secretário.

Um dos casos marcantes é de um paciente de 53 anos, que sofreu traumatismo craniano grave em 2025. No início, ele dependia totalmente de equipamentos e apresentava lesões graves. Após meses de acompanhamento, voltou a se alimentar normalmente, retirou a traqueostomia, recuperou a lucidez e voltou a caminhar com auxílio.

Depoimentos como o de Nelson Lucas dos Santos, paciente atendido pelo PAID, mostram o impacto do programa: “Agradeço muito ao pessoal do PAID porque eles já me salvaram duas vezes. Eu sei que muita gente não reconhece o que eles fazem, mas eu reconheço tudo o que eles fizeram por mim. Muito obrigado, que Deus abençoe a todos.”

Os encaminhamentos chegam ao PAID por hospitais, Unidades de Pronto Atendimento, Atenção Primária ou por procura direta das famílias. As equipes realizam visitas semanais, administram medicações, fazem trocas de sondas, avaliam dor, orientam cuidadores e oferecem fisioterapia. Em 2025, o serviço foi reforçado com uma quarta equipe e integração ao Programa de Atendimento Residencial (PAR), facilitando a transição de cuidados.

O PAID segue como exemplo de cuidado humanizado, mostrando que é possível transformar vidas com dedicação, tecnologia e, acima de tudo, humanidade.

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