“É só sal grosso, amor, carinho e vontade de fazer dar certo”, dizem churrasqueiros da Festa do Trabalhador
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Por Diego Cavalcante
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Direto da Festa do Trabalhador em Cascavel, o repórter Luiz Haab acompanhou de perto o preparo dos tradicionais costelões e conversou com quem entende do assunto: os churrasqueiros responsáveis por um dos maiores churrascos do Brasil.
No Seminário São José, o destaque ficou para o experiente Seu Euclides Pizzi, chefe dos assadores, que revelou detalhes dos bastidores do preparo. Segundo ele, o trabalho começou ainda antes do amanhecer. “Ontem já fizemos a assagem e guardamos na câmara fria. Hoje, às quatro horas da manhã, organizamos a lenha e às seis horas colocamos a carne no fogo”, explicou.
A expectativa, conforme o churrasqueiro, é que as primeiras costelas estejam prontas por volta das 11h. Mesmo com toda a grandiosidade da produção, o segredo segue simples. “É só sal grosso, amor, carinho e vontade de fazer dar certo”, afirmou.
Com 26 anos de experiência no evento, Seu Euclides segue animado. Próximo dos 80 anos, ele mantém o entusiasmo tanto para assar quanto para saborear o tradicional costelão.
A festa também atrai visitantes de outras regiões. Um grupo de Curitibanos, em Santa Catarina, acompanha de perto o trabalho pela primeira vez. Eles chegaram ainda na quinta-feira para observar o processo e aprender com os churrasqueiros locais. “A gente veio pela curiosidade, para aprender com o mestre e também, claro, com muita fome”, brincaram.
Ao todo, mais de 500 costelões estão sendo preparados, somando cerca de 18 toneladas de carne. O evento mobiliza equipes durante toda a manhã, com rigor nos cuidados sanitários e organização no preparo.
A Festa do Trabalhador segue ao longo do dia com programação religiosa, almoço e atrações culturais, reunindo milhares de pessoas em uma das maiores celebrações populares da região.