CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Mais de 6 mil pessoas já foram presas em protestos na Bielo-Rússia

De acordo com dados do Ministério do Interior, publicados nesta quarta-feira pelo jornal britânico The Guardian, 3 mil pessoas foram detidas na noite de segunda-feira, 2...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Mais de 6 mil pessoas já foram presas por participação em protestos contra a reeleição de Alexander Lukashenko na Bielo-Rússia. Após três dias de manifestações, o Ministério do Interior da ex-república soviética confirmou o número de detidos, em meio a denúncias de violência policial e pressão internacional.

De acordo com dados do Ministério do Interior, publicados nesta quarta-feira pelo jornal britânico The Guardian, 3 mil pessoas foram detidas na noite de segunda-feira, 2 mil na terça e outras 1 mil na quarta.

Os protestos foram convocados ainda no domingo, 9, após a comissão eleitoral anunciar a vitória de Lukashenko, com quase 80% dos votos. A principal candidata da oposição, Svetlana Tikhanovskaya, não reconheceu a vitória do “último ditador da Europa” e iniciou uma campanha por pressão popular.

Na segunda-feira, 10, após a primeira jornada de protestos – e os primeiros casos de repressão policial – a oposição unificada anunciou que Svetlana não participaria dos protestos, a fim de evitar uma prisão arbitrária. A professora, que lidera os bielo-russos contrários ao governo, fugiu para a Lituânia, de onde continua tentando articular os atos no país.

A repressão das forças de segurança para tentar conter os protestos é aberta. Vídeos e fotografias de agências internacionais mostram reiterados ataques contra os manifestantes. Dezenas de jornalistas russos foram presos e equipes de reportagem foram atacadas e tiveram suas câmeras quebradas pelos policiais.

Nesta quarta, a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, condenou a repressão às manifestações na Bielo-Rússia e pediu a libertação dos presos. “As pessoas têm o direito de falar e manifestar suas discordâncias, ainda mais em um contexto de eleições, quando as liberdades democráticas deveriam ser mantidas, não suprimidas”, disse em um comunicado.

Alvo dos protestos, o presidente reeleito Lukashenko rejeitou as manifestações. “A maioria dos chamados ‘manifestantes’ são pessoas com um passado criminoso e atualmente desempregadas”, disse ele.

O processo eleitoral da Bielo-Rússia sofre denuncias de fraude desde antes da eleição em si. Dois candidatos de oposição foram presos antes do pleito e um terceiro teve que fugir para o exílio para não ser perseguido. Ainda assim, Lukashenko defende que venceu pelo voto popular.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN