
Cascavel enfrenta risco de temporal, mas capivaras seguem plenas na chuva
O estagiário do tempo da CGN chegou na redação já com o tênis meio suspeito de umidade e aquela cara de quem pensou duas vezes antes...
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Por Diego Cavalcante

A quarta-feira amanheceu em Cascavel daquele jeito que ninguém precisa nem abrir a cortina pra saber: muita chuva… mas muita chuva mesmo. Teve gente que acordou no meio da madrugada achando que alguém tinha esquecido a torneira aberta no céu. E não foi só impressão — choveu a noite inteira, sem pausa, sem trégua, daquele jeito insistente que parece ter vindo pra ficar.
O estagiário do tempo da CGN chegou na redação já com o tênis meio suspeito de umidade e aquela cara de quem pensou duas vezes antes de sair de casa. No caminho, ele viu de tudo: carro passando devagar pra não levantar onda, gente pulando poça com a habilidade de atleta olímpico e aquele clássico cascavelense… a pessoa que tenta atravessar correndo e se arrepende no meio do caminho.
E não adianta criar expectativa: a previsão é de que a chuva continue ao longo de todo o dia, com acumulado que pode chegar aos 41 mm. A umidade lá em cima, entre 91% e 100%, deixa o ar pesado, grudado, quase como se a cidade estivesse dentro de uma nuvem. Com mínima de 17°C e máxima de 20°C, o friozinho vem junto, completando o pacote “fica em casa se puder”.
Nas conversas do dia, o assunto é um só. No grupo da família, alguém já mandou: “Foi só o Menino Ney pousar em Cascavel que aqui virou rio”. No trabalho, sempre tem o colega que diz “daqui a pouco para”… mesmo com o céu mostrando exatamente o contrário. E claro, não pode faltar quem olhe pela janela de hora em hora, como se isso fosse convencer a chuva a ir embora. Porque em Cascavel, acompanhar o tempo é praticamente um hábito coletivo.
E o alerta é real. A Defesa Civil avisou sobre chuva com trovoadas e risco de temporais nas próximas horas. Não é exagero, é dia de atenção. Se precisar, os contatos são 199 da Defesa Civil ou 193 do Corpo de Bombeiros. Hoje não é dia de pressa, nem de descuido.
Vendo que o negócio é sério, o estagiário chama reforço e recorre ao meteorologista Lizandro Jacóbsen do Simepar. Ele explica que essa chuva toda vem de um sistema atmosférico que está atuando em várias regiões do Paraná, trazendo volumes elevados e pancadas mais intensas ao longo do dia, inclusive com possibilidade de raios.
Mas aí vem aquela luz no fim do túnel, ou melhor, no meio das nuvens. Segundo Jacóbsen, a tendência é de melhora a partir de amanhã, com o retorno do sol em várias regiões do estado. Ou seja, o sofrimento tem prazo de validade.
E enquanto a cidade corre de um lado pro outro tentando escapar da chuva, no lago a cena é completamente diferente. As capivaras seguem tranquilas, deitadas na beira d’água ou simplesmente encarando a chuva como se fosse parte do roteiro. Enquanto o cascavelense desvia de poça, elas basicamente vivem dentro dela. Algumas até parecem aproveitar o momento, sem pressa, sem preocupação, como se estivessem assistindo de camarote toda essa correria urbana que a chuva provoca.
No fim das contas, a quarta-feira em Cascavel é daquelas que todo mundo vive junto: da corrida pra fugir da chuva até o comentário no portão. E o estagiário, já resignado, encerra olhando lá pra fora e soltando a conclusão mais sincera possível: hoje não tem jeito… o jeito é aceitar e desviar das poças.
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