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Projeto “Cidade-Esponja” avança na Câmara de Cascavel e propõe nova forma de lidar com águas da chuva

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O projeto tem como principal objetivo transformar a forma como o município lida com a água da chuva, adotando soluções sustentáveis que priorizam...
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Foto: SECOM

Por Silmara Santos

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A Câmara de Vereadores de Cascavel aprovou em primeira votação, nesta segunda-feira (27), o projeto de lei que institui o Programa Municipal “Cidade-Esponja” de autoria do Vereador Hudson Moreschi (Pode). A proposta segue agora para segunda votação, prevista para esta terça-feira (28).

O projeto tem como principal objetivo transformar a forma como o município lida com a água da chuva, adotando soluções sustentáveis que priorizam a absorção, retenção e reaproveitamento da água no próprio ambiente urbano.

A iniciativa propõe a utilização de técnicas conhecidas como “Soluções Baseadas na Natureza”, como jardins de chuva, calçadas permeáveis, telhados verdes, parques adaptados e trincheiras de infiltração. Essas medidas funcionam como uma “esponja”, permitindo que a água seja absorvida pelo solo em vez de escoar rapidamente pelas galerias pluviais.

Segundo o texto, o programa busca enfrentar problemas recorrentes causados pela urbanização tradicional, como alagamentos, enchentes, sobrecarga do sistema de drenagem e redução da recarga dos lençóis freáticos. Além disso, a proposta também pretende melhorar a qualidade ambiental da cidade, ampliando áreas verdes e contribuindo para o conforto térmico.

Entre os principais objetivos do programa estão:

  • Aumentar a resiliência da cidade diante de eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e períodos de seca;
  • Melhorar a disponibilidade hídrica;
  • Promover a biodiversidade urbana;
  • Integrar soluções sustentáveis no planejamento urbano;
  • Incentivar a participação da população nas práticas de manejo da água.

O projeto também estabelece diretrizes como a prevenção da impermeabilização excessiva do solo, a gestão da água da chuva no local onde ela cai e a integração dessas soluções no desenvolvimento urbano.

Outro ponto importante é a previsão de que novos empreendimentos adotem medidas sustentáveis de drenagem, como forma de compensar os impactos ambientais da construção.

Na justificativa, o autor do projeto destaca que o modelo atual de urbanização, marcado pelo uso excessivo de concreto e asfalto, altera o ciclo natural da água, aumentando o risco de enchentes e reduzindo a capacidade de infiltração no solo.

O conceito de “Cidade-Esponja”, já adotado em diversas cidades ao redor do mundo, surge como alternativa para tornar os centros urbanos mais resilientes às mudanças climáticas, conciliando infraestrutura com preservação ambiental.

Se aprovado em segunda votação e sancionado pelo Executivo, o programa poderá representar uma mudança significativa na forma como Cascavel planeja seu crescimento urbano e enfrenta os desafios ambientais.

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