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Casal de Cascavel participava de organização especializada em furtos e extorsão digital, diz delegado

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A ação foi realizada de forma integrada com as Polícias Civis do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina na manhã desta quarta-feira (22...
Casal de Cascavel participava de organização especializada em furtos e extorsão digital, diz delegado

Por Isabella Chiaradia

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O delegado Eduardo Kwasinski da Polícia Civil falou sobre a operação que desarticulou uma organização criminosa especializada em furtos, receptação qualificada e extorsão de usuários de dispositivos móveis de alto valor.

A ação foi realizada de forma integrada com as Polícias Civis do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina na manhã desta quarta-feira (22).

A investigação teve início em 2025 quando um casal de Cascavel foi identificado realizando furtos em casas noturnas e eventos de grande movimentação de pessoas.

“Esses crimes não paravam só por aí, só nos furtos. As subtrações dos aparelhos celulares eram realizadas e esses aparelhos eram preparados e enviados para Minas Gerais onde era auferido um lucro com o resultado da venda desses aparelhos”, explicou o delegado.

A partir disso, a Polícia Civil descobriu a existência da organização criminosa que atuava com extrema complexidade.

Sobre a ação do casal em Cascavel e o funcionamento do esquema, o delegado explicou que o rapaz era quem subtraía os aparelhos e a mulher realizava o procedimento para evitar que os celulares fossem rastreados ou acessados de forma remota. Posteriormente, os aparelhos eram encaminhados para a liderança da célula criminosa, em Minas Gerais.

Além disso, havia um núcleo dentro da organização que realizava extorsões e tentava obter a senha dos celulares para proceder com o desbloqueio e venda dos aparelhos.

“Essa quadrilha era especializada em IPhones e a gente sabe que para a obtenção de maior lucro, esses aparelhos precisam estar desbloqueados”, disse Eduardo.

Fora a extorsão, a quadrilha também utilizava outra metodologia para conseguir desbloquear os celulares, que era a criação de uma falsa central do provedor (Apple) para possibilitar acesso a senha e o desbloqueio do aparelho.

O delegado ainda informou que a liderança da organização possuía um estabelecimento de venda e manutenção de celulares em Minas Gerais e que, em um momento de descuido dos criminosos, os policiais conseguiram identificar a localização deste local.

Ação de hoje resultou na apreensão de celulares, veículos e também na prisão dos executores do crime e também do líder da organização.

Na primeira foto: Prova de prestação de contas dos executores logo após os furtos realizados em um dos eventos em Cascavel. Na segunda foto: Valor que o líder pagava por aparelho.

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