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Após morte de menina na BR-277, moradores de Céu Azul cobram medidas urgentes; 'Estamos à mercê'

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Após morte de menina na BR-277, moradores de Céu Azul cobram medidas urgentes; ‘Estamos à mercê’

Por Luiz Haab

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A morte de uma menina de sete anos no grave acidente registrado na manhã desta terça-feira (21), na BR-277, em Céu Azul, acendeu um alerta que, para muitos moradores, já vinha sendo ignorado há tempos: a violência no trânsito no trecho urbano da rodovia.

Indignados, moradores afirmam categoricamente que a rotina é de imprudência no trecho e cobram ações urgentes para frear o excesso de velocidade — apontado como um dos principais fatores de risco.

Um morador, que já passou por situações de perigo no local, defende a instalação de lombadas físicas como medida mais eficaz para obrigar motoristas a reduzirem a velocidade.

“Aqui é 60 km/h, mas tem gente passando a 80, 90, até 100. Não adianta só radar, muita gente dá um jeito de burlar. Lombada faz reduzir de verdade”, afirmou.

Ele relata que já viveu momentos de tensão na rodovia. Em um dos episódios, um veículo em alta velocidade atingiu outro durante uma travessia e acabou sendo arremessado em direção ao seu carro.

“Eu fiquei travado, sem ter pra onde ir. Foi por pouco que não aconteceu algo pior. Se estivesse na velocidade certa, não teria sido daquele jeito”, disse.

Para o morador, o acidente desta terça reforça o que ele considera um problema crônico. “Do jeito que foi a batida, com o carro sendo jogado longe, dá pra ver que não estava dentro do limite. A gente fica à mercê disso todos os dias.”

A sensação entre quem vive às margens da BR-277 é de vulnerabilidade constante. Pedestres, ciclistas e motoristas enfrentam dificuldades para cruzar a via, enquanto o fluxo intenso e a pressa de alguns condutores aumentam o risco de novas tragédias.

“A cidade está praticamente colada na rodovia, e o movimento é muito grande. Não é só pela gente, é por todo mundo que passa aqui. Precisa de alguma coisa que obrigue a reduzir”, reforçou.

Diante do cenário, moradores pedem que o poder público saia do discurso e parta para medidas práticas, como a instalação de lombadas, travessias elevadas e melhorias na sinalização.

Pergunta incômoda e urgente

Quantas vidas ainda serão necessárias para que algo realmente mude?

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu no acidente na BR-277 em Céu Azul que chocou o Oeste do Paraná?
R: No dia 21 de abril de 2026, um grave acidente na BR-277, em Céu Azul, envolveu um Hyundai Creta e uma carreta. O Creta, conduzido por Fabiane Grando Brotto, tentava cruzar a rodovia quando foi atingido violentamente pelo caminhão. O impacto resultou na morte imediata de Bianca Brotto, de sete anos, filha da motorista, e deixou Fabiane em estado gravíssimo.
Quem são as vítimas do acidente e qual a relação entre elas?
R: As vítimas principais do acidente são Fabiane Grando Brotto, de 40 anos, que dirigia o Hyundai Creta, e sua filha Bianca Brotto, de sete anos, que estava no banco de passageiro. Bianca morreu no local e Fabiane sofreu ferimentos graves.
Como foi a dinâmica do acidente segundo relatos oficiais e testemunhas?
R: Segundo relatos do Corpo de Bombeiros e imagens de câmeras de segurança, o Hyundai Creta tentou acessar o município de Céu Azul quando foi atingido por uma carreta que trafegava no sentido Foz do Iguaçu. O carro ficou cravado na frente do caminhão e foi arrastado por aproximadamente 86 metros, evidenciando a violência do impacto.
Qual foi o impacto do acidente no trânsito da região?
R: O acidente causou a interdição dos dois sentidos da BR-277 em Céu Azul, com desvios do fluxo para vias marginais. Houve lentidão e congestionamento, com filas que ultrapassaram seis quilômetros em ambos os sentidos, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
O que se sabe sobre o estado de saúde de Fabiane Grando Brotto após o acidente?
R: Fabiane Grando Brotto sofreu traumatismo cranioencefálico grave, foi socorrida em estado crítico, passou por cirurgia para reduzir a pressão intracraniana e ficou em coma induzido. Ela permaneceu internada inicialmente no Hospital Universitário de Cascavel e depois foi transferida para um hospital particular, onde segue em recuperação gradual.
Como evoluiu o quadro clínico de Fabiane após a internação?
R: Fabiane ficou internada em estado grave, passou por UTI e, após 22 dias, recebeu alta da UTI, seguindo para o quarto hospitalar com quadro estável. Durante a recuperação, enfrentou um processo infeccioso, mas conseguiu superar a infecção com uso de antibióticos e permanece em estado estável, ainda com limitações físicas e em reabilitação gradual.
Qual foi a repercussão do acidente na comunidade local?
R: O acidente gerou forte comoção em Cascavel, Toledo, Céu Azul e região Oeste do Paraná, especialmente pela morte da criança e pela gravidade dos ferimentos da mãe. Houve mobilização de familiares, amigos, comunidade escolar e moradores em correntes de oração, homenagens e manifestações de solidariedade à família.
Quem são os familiares de Bianca e Fabiane e qual a relevância deles na região?
R: Bianca era filha de Fabiane Grando Brotto e do empresário Fabinho Brotto, conhecido em Toledo, além de neta do ex-prefeito de Pato Bragado, Luiz Grando. A família é bastante conhecida na região Oeste do Paraná, o que contribuiu para a grande repercussão do caso.
Como a escola de Bianca reagiu à tragédia?
R: O Colégio La Salle de Toledo, onde Bianca estudava, divulgou nota de pesar lamentando profundamente a perda da aluna do 1º ano do Ensino Fundamental, manifestando solidariedade à família e promovendo união em oração pela vítima.
Quais medidas de homenagem e solidariedade foram realizadas após a tragédia?
R: Foram realizadas cerimônias de velório e missa de sétimo dia para Bianca Brotto, reunindo familiares, amigos e membros da comunidade para prestar solidariedade e homenagear a memória da criança.
Quais foram as reações dos moradores de Céu Azul após o acidente?
R: Moradores de Céu Azul expressaram indignação e cobraram medidas urgentes para aumentar a segurança no trecho urbano da BR-277, apontando o excesso de velocidade e a imprudência como fatores de risco recorrentes. Pediram instalação de lombadas, travessias elevadas e melhorias na sinalização para evitar novas tragédias.
O que dizem as autoridades sobre as causas do acidente?
R: A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Científica informaram que as circunstâncias exatas do acidente ainda estão sendo investigadas. A conclusão do laudo pericial deverá esclarecer as causas da colisão entre o Hyundai Creta e a carreta.
Quais orientações as autoridades deram após o acidente?
R: A PRF alertou motoristas sobre a necessidade de atenção redobrada na rodovia, respeito aos limites de velocidade, uso do cinto de segurança por todos os ocupantes e cautela em horários de maior fluxo. O policial Linaldo Serafim reforçou a importância de evitar ultrapassagens em locais proibidos.
Como foi o atendimento às vítimas no local do acidente?
R: O atendimento envolveu equipes do Corpo de Bombeiros, Consamu, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Científica e concessionária EPR Iguaçu. Fabiane foi resgatada das ferragens e transferida de helicóptero ao hospital, enquanto Bianca morreu ainda no local.
Houve consequências para o motorista do caminhão envolvido?
R: O motorista da carreta também recebeu atendimento médico, mas as notícias não detalham seu estado de saúde nem apontam envolvimento criminal até o momento.
Quais os próximos passos da investigação sobre o acidente?
R: As autoridades aguardam a conclusão do laudo pericial do sinistro para esclarecer as causas e eventuais responsabilidades pelo acidente. O caso segue sob investigação.

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