Após briga, trabalhador diz ter sido barrado do transporte público de Cascavel
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Por Luiz Haab
Atualizado em: 17/04/2026 às 18:00
O caso que começou com uma discussão dentro de um ônibus lotado agora ganha um novo capítulo — e levanta um debate ainda mais amplo sobre regras, trabalho informal e acesso ao transporte público.
Um dia após a repercussão da briga registrada no Terminal Sul, o jovem Miqueias do Nascimento, de 24 anos, voltou a procurar a CGN com um novo relato: segundo ele, nesta sexta-feira (17), foi impedido de embarcar em ônibus do transporte coletivo de Cascavel por estar com sua máquina de cortar grama — ferramenta que, afirma, é essencial para garantir sua renda.
“Eu estava indo fazer um serviço no Morumbi, mas não consegui nem embarcar. O motorista já me barrou. Disseram que não estão mais liberados me levar em nenhum ônibus”, contou.
Para o trabalhador, o caso levantou suspeitas de uma possível orientação mais rígida após a confusão que viralizou, embora não haja confirmação oficial de qualquer determinação específica contra ele.
O que diz a Prefeitura
Diante da situação, a CGN questionou a administração municipal sobre uma possível proibição direcionada ao caso. Em resposta, a Transitar enviou uma nota sem citar diretamente o nome de Miqueias, mas reforçando as regras já previstas no regulamento do transporte coletivo.
Segundo o órgão, o embarque de máquinas e equipamentos pode ser proibido, especialmente quando há risco à segurança:
“O embarque de máquinas ou de qualquer outro tipo de equipamento, especialmente quando envolver o transporte de produtos inflamáveis e/ou explosivos, pode causar transtornos à operação e atrapalhar a circulação no interior do veículo, além de colocar em risco a segurança dos usuários.”
A nota ainda destaca que, ao identificar irregularidades, o motorista deve orientar o passageiro sobre a proibição, reforçando que os ônibus são destinados exclusivamente ao transporte de passageiros.
No caso específico, a máquina utilizada por Miqueias é movida à gasolina, o que se enquadra no ponto citado sobre materiais potencialmente inflamáveis.
Do “pedido de licença” à proibição
Na reportagem anterior, Miqueias relatou que a briga teria começado após um pedido de passagem dentro do ônibus, quando carregava o equipamento. A situação rapidamente evoluiu para agressões físicas, gerando indignação entre passageiros.
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Ele sustenta que depende exclusivamente do transporte coletivo para trabalhar e que não possui outros meios de locomoção.