
EXCLUSIVO: Ouça versão de envolvido em pancadaria em ônibus de Cascavel
A briga entre dois homens assustou e indignou passageiros, logo após a saída do coletivo do Terminal Sul. A confusão foi registrada por um internauta, que...
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Por Luiz Haab

A CGN conversou com exclusividade com um dos envolvidos no quebra-pau registrado na tarde desta quinta-feira (16), dentro de um ônibus lotado do transporte público de Cascavel.
A briga entre dois homens assustou e indignou passageiros, logo após a saída do coletivo do Terminal Sul. A confusão foi registrada por um internauta, que enviou a imagem à CGN.
A versão de um dos envolvidos
Miqueias do Nascimento tem 24 anos e decidiu se pronunciar. Ele descreve que tudo teria começado a partir de uma situação banal. “Eu pedi licença com toda a educação para o senho Ele não quis dar licença. Daí a gente começou a discutir, ele veio e me agredir”, resume o jovem.
Miqueias afirma que usa o espaço do ônibus para transportar a máquina de cortar grama, que é o ganha-pão dele, e que ele depende exclusivamente do transporte público para garantir o sustento. “Eu não tenho bicicleta, não tenho carro… eu dependo do transporte coletivo pra poder trabalhar.”
Confusão generalizada
O próprio envolvido diz que a situação saiu do controle rapidamente e virou confronto físico, com troca de agressões entre os dois. “Ele começou a me xingar, me chamar de vagabundo… daí a gente acabou se agredindo”, alega.
Miqueias afirma que tentou encerrar a briga diversas vezes, mas o outro homem teria insistido na violência. “Eu pedi pra ele parar… quando eu baixei a mão, ele me deu uma cotovelada no meu olho.”
Mesmo após a intervenção do motorista, que sugeriu parar o veículo próximo a uma base da polícia, o clima continuou tenso. Segundo o jovem, o outro envolvido ainda teria tentado prolongar a confusão fora do ônibus. “Quando o ônibus parou, ele pediu pra eu descer pra continuar a agressão… eu não quis.”
Quem está certo?
A situação gerou debate sobre o uso do espaço destinado a cadeirantes. Miqueias, pediu compreensão. “Aqui não é lugar de máquina de cortar grama, ele falou… mas eu dependo disso. Eu só quero ganhar meu ganha-pão. Eu só quero trabalhar em paz. Eu espero que o povo tenha consciência. Eu sou trabalhador, não tô ali pra incomodar ninguém.”
A CGN mantém aberto o espaço para ouvir o outro envolvido na briga.
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