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Imagem referente a Projeto “Mapa do Retorno” leva planejamento de vida e educação financeira a custodiados em Cascavel
Foto: Polícia Penal do Paraná

Projeto “Mapa do Retorno” leva planejamento de vida e educação financeira a custodiados em Cascavel

A iniciativa tem como foco preparar os participantes para a vida em liberdade, especialmente aqueles que já se encontram próximos da progressão de regime. A escolha...

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Por Diego Cavalcante

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Imagem referente a Projeto “Mapa do Retorno” leva planejamento de vida e educação financeira a custodiados em Cascavel
Foto: Polícia Penal do Paraná

Na tarde de quarta-feira (15), a Penitenciária Industrial Marcelo Pinheiro – Unidade de Progressão (PIMP-UP), em Cascavel, recebeu uma importante ação voltada à reintegração social de pessoas privadas de liberdade (PPL). Cerca de 40 custodiados participaram do projeto “Mapa do Retorno – Promoção da Dignidade e da Autonomia”, desenvolvido no Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja) Wilson Antonio Neduziak.

A iniciativa tem como foco preparar os participantes para a vida em liberdade, especialmente aqueles que já se encontram próximos da progressão de regime. A escolha da PIMP-UP como local de aplicação do projeto se deve ao seu papel estratégico como unidade de “porta de saída” do sistema prisional na região Oeste do Paraná.

Durante a atividade, os participantes receberam orientações práticas sobre educação financeira, organização de metas, planejamento de vida e alternativas de geração de renda lícita. Ao final, foram entregues materiais de apoio e certificados de participação, reforçando o caráter formativo da ação.

O coordenador regional da Polícia Penal do Paraná (PPPR) em Cascavel, Thiago da Costa Correia, destacou a relevância de iniciativas como esta no processo de reinserção social. “Ações como o ‘Mapa do Retorno’ demonstram que, quando educação, trabalho e segurança caminham juntos, os resultados são concretos. Estamos falando de pessoas que não permanecerão privadas de liberdade para sempre, e que precisam sair daqui com condições reais de reconstruir suas vidas. Projetos assim potencializam a transformação social e impactam diretamente também as famílias dessas pessoas”, disse.

A idealizadora do projeto, a professora Ana Paula de Sousa Formighieri, explicou que a proposta nasceu da observação da realidade enfrentada pelos egressos do sistema prisional: “O Mapa do Retorno foi construído a partir da preocupação com o destino dessas pessoas após deixarem a unidade. Para onde vão? Como vão se manter? A partir dessa reflexão, desenvolvi um projeto que trabalha tanto a vida financeira quanto a profissional, permitindo que eles saiam daqui com um planejamento de futuro, ampliando a dignidade no retorno à sociedade”, explicou.

A professora detalhou ainda que o projeto aborda conceitos práticos, como o chamado “número da paz”, relacionado à estabilidade financeira individual, além da elaboração de um “plano de voo”, que orienta os primeiros passos após a saída da unidade: “Eles saem daqui com um planejamento concreto: o que fazer no primeiro dia, na primeira semana, no primeiro mês e no primeiro ano em liberdade. Trabalhamos também sonhos e objetivos, porque um indivíduo sem perspectiva acaba se perdendo. Quando ele visualiza metas e entende caminhos, as chances de reincidência diminuem significativamente”, continuou.

O vice-diretor da unidade, Rafael Marcante, ressaltou que o projeto se soma a uma série de ações já desenvolvidas na PIMP-UP: “Esta iniciativa vem ao encontro do trabalho que já realizamos na unidade, onde cursos de capacitação e qualificação são ofertados por meio de convênios com instituições parceiras, muitos deles voltados ao empreendedorismo. Essa estratégia tem se mostrado fundamental para reduzir o preconceito enfrentado no pós-cárcere. O ‘Mapa do Retorno’ fortalece esse processo e integra um conjunto de ações de valorização e humanização que a PPPR, em parceria com o Conselho da Comunidade, a Unioeste e outras instituições, vem consolidando ao longo dos últimos cinco anos”, afirmou.

Entre os participantes, o impacto da atividade foi evidente. Um dos custodiados, destacou a importância do aprendizado para o futuro: “Foi um aprendizado muito importante. A gente aprende a investir, a guardar dinheiro, a não gastar à toa e buscar um trabalho digno. Dá pra ver que é possível mudar, ter um objetivo na vida e correr atrás dos sonhos. Isso aqui mostra que a gente pode recomeçar e não voltar mais para o erro”, enfatizou.

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