CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Fim da La Niña bagunça o tempo em Cascavel; próximo fenômeno pode ser mais ‘intenso’

Fim da La Niña bagunça o tempo em Cascavel; próximo fenômeno pode ser mais ‘intenso’

O fenômeno La Niña encerrou oficialmente a temporada. Despediu-se da programação atmosférica, segundo a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos). No lugar dele,...

Publicado em

Por Luiz Haab

Publicidade
Imagem referente a Fim da La Niña bagunça o tempo em Cascavel; próximo fenômeno pode ser mais ‘intenso’

Se você achou que o clima em Cascavel já estava meio “sem roteiro” nos últimos meses… não é impressão. O planeta literalmente está trocando de canal.

O fenômeno La Niña encerrou oficialmente a temporada. Despediu-se da programação atmosférica, segundo a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos). No lugar dele, entrou uma fase chamada “neutralidade” — que, apesar do nome calmo, costuma bagunçar bastante a previsão do tempo.

Na prática? O Oceano Pacífico parou de “puxar” o clima para extremos previsíveis.

E o que isso muda na sua vida, em Cascavel?

Quando isso acontece, regiões como o oeste do Paraná entram num modo mais… imprevisível.

Durante a atuação da La Niña, Cascavel e as demais cidades do Sul do Brasil costumam enfrentar períodos mais secos e temperaturas um pouco mais baixas em algumas épocas.

Agora, com o fim desse padrão, achuva volta a ficar irregular (pode faltar em uma semana e sobrar na outra), as temperaturas sobem com mais facilidade (dias quentes fora de época podem aparecer) e as tempestades isoladas ganham força (aquelas pancadas rápidas, mas intensas). Ou seja: menos “previsível” e mais “surpresa meteorológica”.

Pacífico em transição

O que está acontecendo no oceano é basicamente uma troca de comando. As águas frias perderam força, e bolsões de água mais quente começaram a aparecer perto da América do Sul.

Esse comportamento indica que estamos num intervalo entre dois gigantes climáticos: a própria La Niña e o possível retorno do El Niño.

E aqui vem o detalhe importante: os modelos climáticos indicam cerca de 60% de chance de formação de um novo El Niño ainda em 2026. Se isso se confirmar, o impacto no Oeste do Paraná pode ser bem mais direto, com mais chuva acumulada (e risco maior de eventos intensos), calor mais persistente e maior chance de temporais severos.

E o tal do “clima neutro”?

Apesar do nome tranquilo, a neutralidade é tipo um intervalo entre temporadas — quando o sistema ainda está se reorganizando.

Nesse período, não há um padrão dominante claro, os ventos e as chuvas ficam desorganizados e as previsões de longo prazo ficam menos certeiras.

Para quem vive em Cascavel, isso significa uma palavra-chave: variabilidade (e pesadelo para quem escreve a previsão do tempo).

E tem mais: o calor de fundo continua

Mesmo com essa dança entre La Niña, neutralidade e El Niño, existe um fator que não saiu de cena: o aquecimento global. Com os oceanos mais quentes do que o normal, a tendência é de picos de calor mais frequentes, noites menos frias e sensação térmica mais intensa.

No fim das contas, o tempo em Cascavel não só muda… ele está afim mesmo é de surpreender.

Veja Mais

Whatsapp CGN 3015-0366 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN