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Fim da La Niña bagunça o tempo em Cascavel; próximo fenômeno pode ser mais ‘intenso’

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O fenômeno La Niña encerrou oficialmente a temporada. Despediu-se da programação atmosférica, segundo a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

Atualizado em: 15/04/2026 às 14:53

Se você achou que o clima em Cascavel já estava meio “sem roteiro” nos últimos meses… não é impressão. O planeta literalmente está trocando de canal.

O fenômeno La Niña encerrou oficialmente a temporada. Despediu-se da programação atmosférica, segundo a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos). No lugar dele, entrou uma fase chamada “neutralidade” — que, apesar do nome calmo, costuma bagunçar bastante a previsão do tempo.

Na prática? O Oceano Pacífico parou de “puxar” o clima para extremos previsíveis.

E o que isso muda na sua vida, em Cascavel?

Quando isso acontece, regiões como o oeste do Paraná entram num modo mais… imprevisível.

Durante a atuação da La Niña, Cascavel e as demais cidades do Sul do Brasil costumam enfrentar períodos mais secos e temperaturas um pouco mais baixas em algumas épocas.

Agora, com o fim desse padrão, achuva volta a ficar irregular (pode faltar em uma semana e sobrar na outra), as temperaturas sobem com mais facilidade (dias quentes fora de época podem aparecer) e as tempestades isoladas ganham força (aquelas pancadas rápidas, mas intensas). Ou seja: menos “previsível” e mais “surpresa meteorológica”.

Pacífico em transição

O que está acontecendo no oceano é basicamente uma troca de comando. As águas frias perderam força, e bolsões de água mais quente começaram a aparecer perto da América do Sul.

Esse comportamento indica que estamos num intervalo entre dois gigantes climáticos: a própria La Niña e o possível retorno do El Niño.

E aqui vem o detalhe importante: os modelos climáticos indicam cerca de 60% de chance de formação de um novo El Niño ainda em 2026. Se isso se confirmar, o impacto no Oeste do Paraná pode ser bem mais direto, com mais chuva acumulada (e risco maior de eventos intensos), calor mais persistente e maior chance de temporais severos.

E o tal do “clima neutro”?

Apesar do nome tranquilo, a neutralidade é tipo um intervalo entre temporadas — quando o sistema ainda está se reorganizando.

Nesse período, não há um padrão dominante claro, os ventos e as chuvas ficam desorganizados e as previsões de longo prazo ficam menos certeiras.

Para quem vive em Cascavel, isso significa uma palavra-chave: variabilidade (e pesadelo para quem escreve a previsão do tempo).

E tem mais: o calor de fundo continua

Mesmo com essa dança entre La Niña, neutralidade e El Niño, existe um fator que não saiu de cena: o aquecimento global. Com os oceanos mais quentes do que o normal, a tendência é de picos de calor mais frequentes, noites menos frias e sensação térmica mais intensa.

No fim das contas, o tempo em Cascavel não só muda… ele está afim mesmo é de surpreender.

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