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Imagem referente a Exposição em SP propõe releitura do sertão como espaço de resistência

Exposição em SP propõe releitura do sertão como espaço de resistência

Quando se fala em sertão, geralmente se associa a uma região interiorana, localizada no Nordeste brasileiro, com solo mais raso e pedregoso e chuvas escassas, muito......

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Por CGN

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Imagem referente a Exposição em SP propõe releitura do sertão como espaço de resistência

Quando se fala em sertão, geralmente se associa a uma região interiorana, localizada no Nordeste brasileiro, com solo mais raso e pedregoso e chuvas escassas, muito sujeita à seca.

Mas uma exposição inédita, que será aberta ao público nesta quarta-feira (15), na capital paulista, oferece novo sentido ao sertão, já que esse lugar, em verdade, não existe: os mapas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, não reconhecem sua existência.

Segundo ele, o sertão foi um assunto fundamental para o século 20. “A gente conheceu o sertão pela pena e pelas canetas dos escritores Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e tantas e tantos outros. Mas conhecemos um sertão específico, onde o grupo era chamado de povo. Era uma espécie de massa, de representação muito coletivizada e pouco de falas individuais”, acrescentou durante a abertura da mostra para convidados.

Agora, falamos sobre o sertão, acrescentou. Campos lembrou que são dois biomas que constituem muitas histórias brasileiras, muitas narrativas, muitas fábulas, muitos romances, muitos livros, mas que ao mesmo tempo são dois lugares de estigmatização. “E essa exposição, agora vendo ela montada, tem um compromisso de tirar esses lugares das suas próprias estigmatizações”..

A exposição

A mostra pode ser vista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizado no centro de São Paulo, e reúne trabalhos de mais de 70 artistas de diversas regiões do país. O projeto ocupa todos os andares do edifício com pinturas, esculturas, fotografias e instalações. Além de Marcelo Campos, a curadoria da exposição também é assinada por Ariana Nuala, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita Vênus e Thayná Trindade.

“Para essa mostra, a gente quer que o sertão diga quem ele é. Então, são artistas de diversas regiões do país que lidam, muitas vezes, com as realidades que os romances regionalistas trouxeram, mas que lidam de outro modo. O sertão não é só a terra rachada, o gado seco ou a morte. Muito ao contrário, é sinônimo de tecnologia, tecnologias que fazem com que as pessoas permaneçam vivendo em Juazeiro do Norte ou no Cariri”, ressaltou o curador.

Estruturada em seis eixos, a visita tem início em uma sala que reproduz o verde profundo das vegetações, que significam a resistência e as veredas sertanejas ou a vida que teima em florescer. No andar seguinte, o visitante se depara com uma sala azul, que mostra a imensidão do céu, refletindo sobre a liberdade e também sobre a coletividade, cosmologias e práticas espirituais. A jornada prossegue por salas em tons laranja, vermelho e amarelo que mostram o pôr do sol e as tonalidades que banham o sertão ao fim do dia, significando o fogo das lutas.

Além da exposição, a programação do CCBB também propõe a realização de debates com artistas e atividades educativas focadas no direito ao sonho, na reparação histórica e no papel da arte na defesa dos direitos humanos.

Fonte: Agência Brasil

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