
Defesa de motorista nega tentativa de homicídio em acidente que terminou com amputação
De acordo com o advogado, a moto teria realizado uma manobra perigosa e após isso, houve um “breve desentendimento verbal” entre os envolvidos. Ainda conforme a...
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O advogado Pablo Lorenzatto que trabalha na defesa do motorista do HB20 envolvido em um acidente que terminou com um motociclista gravemente ferido no Bairro Floresta, em Cascavel no último dia 8 de abril, se manifestou sobre o caso por meio de nota.
De acordo com o advogado, a moto teria realizado uma manobra perigosa e após isso, houve um “breve desentendimento verbal” entre os envolvidos. Ainda conforme a defesa, o motorista teria parado o veículo para se desculpar, mas o motociclista teria chutado e destruído o retrovisor do carro, fugindo na sequência.
O advogado ainda informou que o cliente teria seguido o motociclista com “objetivo exclusivo” de registrar a placa da moto, sendo que a colisão teria ocorrido no momento em que o motorista desviou a atenção da via para pegar o celular para poder fotografar a placa, não restando “tempo hábil para reação ou frenagem”.
A defesa sustenta que não houve tentativa deliberada de homicídio, tratando o fato apenas como um “acidente por distração” e ainda destacou que o cliente não possui qualquer antecedente criminal, além de não conhecer a vítima anteriormente e que agiu sob forte “impacto emocional”.
Leia na íntegra:
Na condição de representantes jurídicos do condutor do veículo envolvido no incidente ocorrido no último dia 8 de abril, no bairro Floresta, em Cascavel, apresentamos novos esclarecimentos fundamentais para a compreensão da realidade dos fatos:
O evento teve início quando o motociclista realizou uma manobra perigosa, cortando a frente do veículo na contramão. Após um breve desentendimento verbal motivado pela imprudência, o condutor do carro seguiu viagem e foi perseguido pelo motociclista, por aproximadamente 3 quadras (comprovado por imagens), posteriormente o condutor parou o veículo com o intuito de se desculpar e encerrar a discussão.
De forma inesperada, o motociclista chutou e destruiu o retrovisor do carro, fugindo imediatamente em alta velocidade. Ressaltamos que o dano ao retrovisor constitui crime de dano e infração administrativa, impedindo a livre e segura circulação do automóvel.
O cliente seguiu o motociclista com o objetivo exclusivo de registrar a placa do veículo para as devidas providências legais. A velocidade empregada justifica-se pela distância que o motociclista já havia imposto na fuga.
A colisão ocorreu no momento em que o condutor tentava pegar o celular para fotografar a placa. Ao desviar a atenção para o aparelho e retornar o olhar para a via, a proximidade com a moto tornou o impacto inevitável, não havendo tempo hábil para reação ou frenagem. Portanto, trata-se de um acidente por distração (culpa), e jamais de uma tentativa deliberada de homicídio.
O condutor é cidadão sem qualquer antecedente criminal, não conhecia a vítima anteriormente e agiu sob o impacto emocional de ter seu patrimônio cerceado e danificado após uma tentativa de conciliação.
A defesa técnica reitera que os fatos narrados, somados à ausência de antecedentes do cliente afastam completamente a tese de animus necandi (intenção de matar). O caso deve ser analisado sob a ótica das leis de trânsito e da responsabilidade civil/culposa, e não como um crime doloso contra a vida.
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