Eleições no Paraná: Moro na frente, mas com rejeição crescendo e eleitorado indeciso: o que pesquisa diz
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Por Redação CGN
Uma pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 10 e 12 de abril de 2026 e divulgada nesta segunda-feira (13) mostra Sergio Moro favorito ao governo do Paraná em todos os cenários testados, chegando a 52,5% das intenções de voto em um dos levantamentos, no entanto este número não mostra o que a pesquisa realmente apresenta, acompanhe na reportagem a leitura geral do quadro feita pela CGN.
Intenção espontânea para governador
Quando perguntados livremente, sem lista de nomes, sobre em quem votariam para governador do Paraná, a maioria dos eleitores — 72,9% — não soube ou não opinou, resultado que ainda reflete o baixo engajamento do eleitorado a seis meses das eleições de outubro. Entre os que indicaram um nome, Sergio Moro foi o mais citado espontaneamente, com 10,7% das menções. Na sequência aparecem Ratinho Junior com 4,0%, Requião Filho com 2,6%, Rafael Greca com 1,5% e Alexandre Curi com 1,1%. Outros nomes como Guto Silva (0,5%) e Luiz França (0,1%) foram citados de forma marginal.
Cenário 1 — Moro, Greca, Requião Filho e outros
Governador do Paraná — Cenário 1 (estimulada)
Paraná Pesquisas · Abril/2026 · n=1.500 · margem ±2,6 p.p.
Fonte: Paraná Pesquisas · TSE PR-06559/2026 · Coleta: 10–12 abr. 2026
No primeiro cenário estimulado, com lista de nomes apresentada ao entrevistado, Sergio Moro aparece com 46,0% das intenções de voto, mais que o dobro do segundo colocado. Rafael Greca vem em seguida com 19,7%, e Requião Filho fecha o pelotão principal com 17,7%. Guto Silva marca 3,6%, Tony Garcia 1,5% e Luiz França 0,7%. Apenas 4,4% não souberam ou não opinaram, e 6,4% declararam nenhum, branco ou nulo.
Comparando com a pesquisa de março de 2026, Moro cresceu 5,9 pontos percentuais, passando de 40,1% para 46,0%. Rafael Greca ficou praticamente estável, indo de 19,1% para 19,7%. Requião Filho recuou de 20,4% para 17,7%. Guto Silva também caiu, de 4,5% para 3,6%. Giacobo, que aparecia com 4,7% em março, não foi incluído neste cenário em abril.
Na análise por perfil, Moro é mais forte entre homens (52,7%), eleitores com ensino superior (50,9%) e os que participaram de celebração religiosa nos últimos dez dias (50,0%). Entre as mulheres, sua vantagem cai para 40,1%, enquanto Requião Filho sobe para 20,7% e Greca para 21,0%.
Cenário 2 — Moro e Requião Filho sem Greca
Governador do Paraná — Cenário 2 (sem Rafael Greca)
Paraná Pesquisas · Abril/2026 · n=1.500 · margem ±2,6 p.p.
Fonte: Paraná Pesquisas · TSE PR-06559/2026 · Coleta: 10–12 abr. 2026
O segundo cenário retira Rafael Greca da disputa e coloca frente a frente Moro e Requião Filho como os principais competidores. Sem Greca, Moro sobe para 52,5%, enquanto Requião Filho vai a 22,9%. Guto Silva marca 5,9%, Tony Garcia 2,3% e Luiz França 0,9%. O índice de brancos, nulos e nenhum sobe para 9,2%, o mais alto entre os cenários testados, sinalizando que parte do eleitorado de Greca não migra para nenhum dos demais candidatos.
Em relação a março, Moro avançou 5,5 pontos percentuais neste cenário, passando de 47,0% para 52,5%, enquanto Requião Filho recuou de 26,0% para 22,9%. Giacobo, que tinha 5,9% em março, também não foi incluído.
Entre os homens, Moro atinge 59,3% neste cenário, enquanto entre as mulheres chega a 46,3%. Requião Filho tem desempenho relativamente melhor entre as mulheres (26,6%) do que entre os homens (18,7%). Eleitores com ensino superior são os que mais votariam em Moro neste cenário, com 56,7%. Os que frequentaram celebração religiosa recentemente também dão mais votos a Moro: 56,9%, contra 47,5% entre os que não foram.
Cenário 3 — Moro, Requião Filho e Alexandre Curi
Governador do Paraná — Cenário 3
Com Alexandre Curi · Paraná Pesquisas · Abril 2026 · n=1.500
Margem de erro: ±2,6 p.p. | Reg. TSE PR-06559/2026
No terceiro cenário, Alexandre Curi entra na disputa no lugar de Rafael Greca. Moro marca 50,9%, Requião Filho aparece com 22,0% e Curi com 11,7%. Tony Garcia registra 1,8% e Luiz França 0,7%. O índice de não sabe e não opinou é de 5,3%, e brancos, nulos e nenhum somam 7,6%.
Comparando com março, Moro cresceu de 44,0% para 50,9%, enquanto Requião Filho caiu de 23,1% para 22,0%. Alexandre Curi ficou estável, indo de 11,3% para 11,7%. Guto Silva e Giacobo, presentes em março com 4,3% e 4,5% respectivamente, foram retirados do cenário.
Por perfil, Moro lidera entre todos os grupos. Eleitores com ensino superior são os que mais declaram voto nele neste cenário (54,2%), enquanto os de ensino fundamental registram o menor percentual (46,2%). Requião Filho tem melhor desempenho entre os eleitores de ensino fundamental (24,6%) e entre as mulheres (25,7%). Alexandre Curi oscila em torno de 11% a 12% em todos os perfis, sem grandes variações.
Cenário 4 — Moro, Greca e Requião Filho com Tony Garcia
Governador do Paraná — Cenário 4
Moro, Greca, Requião, Garcia · Paraná Pesquisas · Abril 2026 · n=1.500
Margem de erro: ±2,6 p.p. | Reg. TSE PR-06559/2026
O quarto e último cenário mantém Moro, Rafael Greca e Requião Filho, retira Guto Silva e inclui Tony Garcia. Moro aparece com 46,8%, Greca com 21,4% e Requião Filho com 18,0%. Tony Garcia marca 1,7% e Luiz França 0,7%.
Este cenário é o que apresenta o resultado mais equilibrado entre os três principais candidatos, mas Moro ainda mantém vantagem superior a 25 pontos em relação ao segundo colocado. O índice de não sabe e não opinou cai para 4,6%, o menor entre todos os cenários testados, indicando que esta composição de nomes gera mais identificação no eleitorado.
Entre os homens, Moro chega a 54,0%, enquanto entre as mulheres fica em 40,4%. Greca tem desempenho ligeiramente melhor entre as mulheres (22,2%) e entre os mais velhos, com 24,3% entre os eleitores de 60 anos ou mais. Eleitores com ensino superior tendem mais a Moro neste cenário (52,2%), enquanto os de ensino fundamental registram menor percentual para ele (41,1%).
Rejeição eleitoral para governador
Na pergunta de rejeição, em que cada eleitor podia citar mais de um candidato em quem não votaria de jeito nenhum, Requião Filho lidera com 33,5% de rejeição, seguido por Sergio Moro com 21,7%. Rafael Greca rejeita 12,7% dos entrevistados, Alexandre Curi aparece com 11,6%, Tony Garcia com 9,5%, Guto Silva com 8,7% e Luiz França com 5,9%. Apenas 13,4% disseram que poderiam votar em todos os candidatos listados.
Em relação à pesquisa de março, a rejeição de Moro subiu de 18,3% para 21,7%, o maior crescimento entre os candidatos. A de Requião Filho ficou praticamente estável, recuando levemente de 33,7% para 33,5%. A de Alexandre Curi cresceu de 7,8% para 11,6%, possivelmente reflexo do maior conhecimento de seu nome à medida que a campanha se aproxima.
Entre os eleitores com ensino superior, a rejeição a Requião Filho sobe para 43,3%, enquanto entre os de ensino fundamental é de 29,0%. A rejeição a Moro é mais alta entre os que não participaram de celebração religiosa recentemente (25,2%) e entre eleitores com ensino superior (23,2%).
Intenção espontânea para senador
A corrida ao Senado ainda está muito menos definida na cabeça do eleitorado. Um expressivo contingente de 85,5% dos entrevistados não soube ou não opinou quando perguntado livremente sobre o candidato ao Senado. Entre os que indicaram um nome, Deltan Dallagnol foi o mais citado, com 3,5%, seguido por Gleisi Hoffmann (1,3%), Alvaro Dias (1,0%), Alexandre Curi (0,8%), Cristina Graeml (0,8%) e Ratinho Junior (0,8%).
Cenário 1 para senador — com Alvaro Dias
Senador pelo Paraná — Cenário 1
Com Alvaro Dias · Paraná Pesquisas · Abril 2026 · n=1.500
Cada eleitor podia citar até 2 candidatos
Margem de erro: ±2,6 p.p. | Reg. TSE PR-06559/2026
No primeiro cenário estimulado para o Senado, em que cada eleitor podia escolher até dois nomes, Alvaro Dias lidera com folga, com 44,5% das citações. Deltan Dallagnol aparece em segundo com 28,2%, seguido por Alexandre Curi (22,9%), Gleisi Hoffmann (22,5%), Filipe Barros (20,9%), Cristina Graeml (15,3%) e Rosane Ferreira (4,0%). O índice de nenhum, branco ou nulo foi de 8,7% e apenas 5,0% não souberam ou não opinaram.
Por perfil, Alvaro Dias é mais forte entre mulheres (47,1%), eleitores mais velhos, com 47,6% entre os de 60 anos ou mais, e entre os de ensino fundamental (49,4%). Deltan Dallagnol tem desempenho expressivamente maior entre homens (39,4%) do que entre mulheres (18,3%), e entre eleitores com ensino superior (45,3%). Gleisi Hoffmann vai melhor entre os que não participaram de celebração religiosa (29,0%) do que entre os que participaram (16,8%).
Cenário 2 para senador — sem Alvaro Dias
Senador pelo Paraná — Cenário 2
Sem Alvaro Dias · Paraná Pesquisas · Abril 2026 · n=1.500
Cada eleitor podia citar até 2 candidatos
Margem de erro: ±2,6 p.p. | Reg. TSE PR-06559/2026
No segundo cenário, Alvaro Dias é retirado da lista. Com sua ausência, Deltan Dallagnol assume a liderança com 30,1%, seguido de perto por Alexandre Curi (29,3%), Filipe Barros (25,9%), Gleisi Hoffmann (24,8%), Cristina Graeml (17,4%) e Rosane Ferreira (7,2%). O índice de nenhum, branco ou nulo sobe para 12,5%, o que sugere que parte relevante do eleitorado de Dias não migra para os demais candidatos.
Entre os homens, Dallagnol lidera com 41,5% e Filipe Barros aparece com 31,9%. Entre as mulheres, Gleisi Hoffmann avança para 28,0% e Dallagnol cai para 20,0%. Eleitores com ensino superior concentram mais votos em Dallagnol (47,8%), enquanto os de ensino fundamental favorecem mais Alexandre Curi (31,3%).
Cenário 3 para senador — Alvaro Dias, Dallagnol, Filipe Barros e Gleisi
Senador pelo Paraná — Cenário 3
Dias, Dallagnol, Barros, Gleisi · Paraná Pesquisas · Abril 2026 · n=1.500
Cada eleitor podia citar até 2 candidatos
Margem de erro: ±2,6 p.p. | Reg. TSE PR-06559/2026
No terceiro cenário, a lista é reduzida a quatro candidatos: Alvaro Dias, Deltan Dallagnol, Filipe Barros e Gleisi Hoffmann. Alvaro Dias lidera com 48,0%, Dallagnol aparece com 30,3%, Filipe Barros com 26,3% e Gleisi Hoffmann com 24,7%. O índice de não sabe e não opinou é de 6,8% e brancos, nulos e nenhum somam 9,7%.
Entre os homens, Dallagnol (41,9%) e Filipe Barros (32,7%) têm desempenho muito superior ao registrado entre as mulheres — 20,0% e 20,7% respectivamente. Gleisi Hoffmann vai melhor entre as mulheres (28,5%) e entre os mais jovens, com 29,8% entre os eleitores de 16 a 24 anos. Alvaro Dias é mais forte entre os eleitores de 45 anos ou mais, alcançando 52,8% na faixa de 45 a 59 anos e 51,9% entre os de 60 anos ou mais.
Rejeição eleitoral para senador
Na pergunta de rejeição ao Senado, Gleisi Hoffmann lidera com grande margem: 45,9% dos entrevistados declararam que não votariam nela de jeito nenhum. Alvaro Dias aparece em segundo com 13,1%, seguido por Cristina Graeml (11,7%), Deltan Dallagnol (11,1%), Alexandre Curi (9,5%), Filipe Barros (8,5%) e Rosane Ferreira (4,6%). Apenas 10,9% disseram que poderiam votar em todos os candidatos.
A rejeição a Gleisi é especialmente alta entre eleitores com ensino superior (57,3%), entre homens (54,1%) e entre os que participaram de celebração religiosa recentemente (50,5%). Entre as mulheres, a rejeição cai para 38,7%, ainda assim a mais alta entre todos os candidatos.
Avaliação do governo Ratinho Junior
O governador Ratinho Junior mantém índices de aprovação muito elevados a seis meses do fim de seu mandato. A pesquisa mostra que 83,8% dos eleitores aprovam sua administração, contra apenas 13,4% que desaprovam. Na avaliação qualitativa, 34,0% classificam o governo como ótimo e 38,3% como bom, totalizando 72,3% de avaliações positivas. Apenas 3,9% consideram ruim e 5,5% péssimo, totalizando 9,4% de avaliações negativas.
O comparativo histórico mostra estabilidade nos índices de aprovação ao longo de todo o período analisado. Em fevereiro de 2025, a aprovação era de 82,7%. Passou por uma leve queda em maio de 2025 (80,5%), recuperou-se em agosto (85,0%) e se manteve acima de 83% desde então. Em março de 2026, a aprovação era de 84,3%, recuando marginalmente para 83,8% em abril.
Por perfil, a aprovação é mais alta entre homens (86,4%) do que entre mulheres (81,5%), e cresce com a idade, chegando a 86,1% entre os eleitores de 60 anos ou mais. Eleitores com ensino superior apresentam o menor índice de aprovação entre os grupos, com 80,4%, ainda assim um número muito expressivo. Os que participaram de celebração religiosa nos últimos dez dias aprovam mais o governo (85,6%) do que os que não participaram (81,7%).
O que os números realmente dizem: a eleição está longe de estar decidida
Apesar de Sergio Moro liderar todos os cenários testados para o governo do Paraná, uma leitura mais atenta dos dados revela um quadro eleitoral ainda muito aberto e repleto de incertezas. A seis meses das eleições de outubro, qualquer afirmação categórica sobre um favorito seria precipitada — e os próprios números da pesquisa deixam isso claro.
O dado mais revelador de toda a pesquisa não está nas intenções de voto estimuladas. Está na pergunta espontânea, aquela feita sem lista de nomes, que mede o quanto o eleitor realmente já decidiu seu voto por conta própria. Nessa pergunta, 72,9% dos eleitores paranaenses não souberam ou não quiseram indicar nenhum nome para o governo do estado. Isso significa que menos de três em cada dez eleitores sequer têm um candidato na cabeça neste momento. Em uma eleição que acontece em outubro, esse nível de indecisão é enorme e transforma qualquer liderança atual em algo frágil.
O mesmo fenômeno se repete com ainda mais força na disputa pelo Senado. Na pergunta espontânea para senador, 85,5% dos entrevistados não souberam ou não opinaram. Praticamente nove em cada dez eleitores ainda não têm um nome em mente para a vaga no Senado. Isso significa que a corrida ao Senado, na prática, ainda nem começou na cabeça do eleitorado.
O que a liderança de Moro realmente representa
Quando o eleitor recebe uma lista de nomes — o chamado voto estimulado —, Moro lidera com números expressivos, chegando a 52,5% no cenário sem Rafael Greca. Mas é fundamental entender o que esse número representa e o que ele não representa.
Primeiro, o voto estimulado não é o voto real. Ele mede reconhecimento de nome e preferência inicial, não a decisão final de urna. Candidatos que lideram pesquisas estimuladas com alta indecisão no eleitorado frequentemente perdem votos ao longo da campanha, à medida que outros nomes ganham visibilidade.
Segundo, a liderança de Moro convive com uma rejeição que já é relevante e que cresce. Sua taxa de rejeição subiu de 18,3% em março para 21,7% em abril, um avanço de 3,4 pontos em apenas um mês. Isso significa que, ao mesmo tempo em que conquista novos eleitores, ele também acumula mais pessoas que afirmam categoricamente que não votariam nele. Uma rejeição próxima de 22% ainda no período pré-campanha é um fator de atenção considerável.
Terceiro, a liderança de Moro varia bastante conforme o cenário testado. Quando Greca está presente, ele marca 46,0%. Quando Greca sai, sobe para 52,5%. Isso indica que uma parcela relevante do eleitorado ainda não tem preferência consolidada e pode migrar dependendo de quem estiver na disputa — comportamento típico de eleitor indeciso disfarçado de preferência.
O papel dos indecisos
Os indecisos são o grupo que vai definir esta eleição. E eles são maioria. Somando os que não souberam responder, os que declarariam branco ou nulo e os que ainda não têm opinião formada, chega-se a um universo que supera, em muito, a vantagem que qualquer candidato possui hoje.
No cenário 1, por exemplo, os 72,9% de indecisos da pesquisa espontânea mostram que o eleitor que hoje diz que votaria em Moro numa lista representa, na verdade, uma fração pequena do total do eleitorado. Se esses indecisos começarem a se movimentar em direção a outro candidato — seja por campanha, por debates, por eventos políticos ou pelo próprio desempenho do governo federal — o quadro pode mudar rapidamente.
Vale lembrar que eleições para governador no Brasil tendem a ser definidas nos últimos dois meses de campanha, quando o horário eleitoral gratuito vai ao ar e o eleitor passa a se informar com mais intensidade. Neste momento, em abril, a maior parte do eleitorado simplesmente ainda não está prestando atenção na disputa.
O que pode mudar daqui até outubro
Alguns fatores serão determinantes para o resultado final e nenhum deles está resolvido:
A definição das candidaturas. A pesquisa testou vários cenários justamente porque ninguém sabe ao certo quem vai disputar. Rafael Greca, Alexandre Curi, Guto Silva e outros ainda não confirmaram candidatura. A composição final do campo de candidatos vai influenciar diretamente a distribuição dos votos, como os próprios cenários mostram.
A alta aprovação de Ratinho Junior. Com 83,8% de aprovação, o governador tem o poder de transferir votos para o candidato que apoiar. Ratinho Junior ainda não declarou apoio público a nenhum candidato ao seu próprio cargo. Dependendo de para quem esse capital político for direcionado, o cenário pode se alterar de forma significativa.
A situação nacional. O contexto político federal, incluindo o desempenho do governo Lula e os desdobramentos da eleição presidencial, tende a influenciar o comportamento do eleitorado estadual, especialmente em um estado historicamente de direita e centro-direita como o Paraná.
A própria campanha. Debates, entrevistas, propostas e eventuais escândalos ou revelações ao longo do segundo semestre podem reconfigurar completamente as preferências registradas hoje.
Os dados desta pesquisa mostram um estado com eleitorado ainda desengajado, preferências voláteis e um cenário de candidatos em aberto. Moro parte na frente, mas lidera uma corrida que, para a maioria dos eleitores, ainda não começou. Requião Filho tem o segundo maior volume de intenções de voto em quase todos os cenários, mas também carrega a maior rejeição entre todos os candidatos testados. Greca aparece como uma força relevante quando está na lista, mas sua candidatura ainda não está confirmada.
A conclusão mais honesta que os números permitem é simples: esta eleição está em aberto. Quem vencer em outubro provavelmente será o candidato que melhor souber conquistar os milhões de paranaenses que, em abril de 2026, ainda não escolheram ninguém.
Metodologia
As entrevistas foram realizadas de forma presencial e domiciliar, com seleção da amostra em três etapas pelo método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT). Os entrevistados foram distribuídos por cotas de gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar. No mínimo 30% dos questionários — ou seja, pelo menos 450 entrevistas — foram auditados pela equipe de supervisores do instituto.
A amostra é composta por 52,9% de mulheres e 47,1% de homens. A faixa etária predominante é a de 45 a 59 anos, com 25,9%, seguida pelos eleitores com 60 anos ou mais, que representam 24,9%. Em termos de escolaridade, 73,8% dos entrevistados têm até o ensino médio e 26,2% cursaram o ensino superior. Quanto ao nível econômico, 69,8% pertencem à População Economicamente Ativa (PEA).
Pesquisa registrada no TSE sob o número PR-06559/2026. Dados coletados entre 10 e 12 de abril de 2026. Amostra: 1.500 eleitores em 56 municípios do Paraná. Margem de erro: ±2,6 p.p. Nível de confiança: 95%.