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“Para mim, meu filho não está vivo”, afirma mãe de cascavelense que está desaparecido

Marcos Antônio, de 34 anos, usuário de crack e com tornozeleira eletrônica, não é visto desde a manhã de terça-feira (07)....

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Por Fábio Wronski

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“Para mim, meu filho não está vivo”, afirma mãe de cascavelense que está desaparecido

Na manhã deste sábado (11), a equipe da CGN conversou com a senhora Roseli Fátima, mãe de Marcos Antônio de França Ferreira, de 34 anos, morador de Cascavel que está desaparecido desde a última terça-feira (07).

Conhecido como “Marquinhos”, Marcos saiu de casa por volta das 7h para trabalhar em uma construtora, como fazia rotineiramente, mas não retornou. Desde então, familiares não tiveram mais notícias sobre seu paradeiro.

Segundo a mãe, o comportamento do filho no dia do desaparecimento chamou atenção. “Ele saiu na terça-feira, dia 7, cedo para trabalhar, como ele sempre faz. Ele tinha amanhecido fora, chegou nervoso. Falou assim: ‘mãe, a minha ex-mulher vai vir buscar a roupa dela. Daí a senhora não entrega para ela’. Eles estavam brigados, ela está ameaçando ele”, relatou.

Roseli contou ainda que o filho saiu de bicicleta, mesmo com chuva, em direção ao trabalho. “Ele pegou a bicicleta dele e foi para o trabalho. Estava chovendo, colocou uma capa e foi. Ele foi trabalhar e não voltou. E ele sempre chegava do trabalho, às vezes mais tarde, mas chegava. E dessa vez ele não voltou”, disse.

A família procurou a Polícia Civil e descobriu que a tornozeleira eletrônica usada por Marcos parou de emitir sinal às 11h15 do mesmo dia. “Eu liguei no monitoramento. Eles falaram que na terça-feira, 11h15, parou de funcionar a tornozeleira dele. E deste dia não tenho mais notícia dele”, afirmou a mãe.

Outro fator que aumenta a preocupação é o fato de Marcos não ter levado pertences pessoais. “Ele só saiu com a roupa do corpo. A roupa dele está aqui. As coisas dele estão tudo aqui. Está tudo estranho. Não sei mais o que fazer. Já procurei em todos os lugares. Não consigo achar meu filho”, desabafou.

Roseli também destacou que, apesar dos problemas pessoais do filho, ele mantinha contato frequente com a família. “Ele pode ter os defeitos dele, ele é usuário de crack, mas ele sempre vinha em casa, sempre dava notícia. E ele não é de fazer isso”, disse.

Em meio à angústia, a mãe acredita que algo grave possa ter ocorrido. “Para mim, meu filho não está vivo. A única coisa que eu peço, se alguém souber de alguma coisa, que avise a polícia. Vivo ou morto, mas me avise, pelo amor de Deus. Porque eu não aguento mais essa angústia”, declarou emocionada.

Roseli também relatou o impacto emocional causado pelo desaparecimento. “Eu tenho depressão, tenho crise do pânico. Eu não consigo dormir, não consigo comer. Eu estou desesperada. Eu não sei o que fazer. Quem estiver me vendo, por favor, me ajude. Eu sou mãe”, afirmou.

Questionada sobre possíveis conflitos, ela disse não ter conhecimento de ameaças ou dívidas. “Que eu saiba não, porque ele não me falou nada”, respondeu.

A mãe reforça o pedido por qualquer informação que possa ajudar a localizar o filho. “De qualquer forma, vivo ou morto, mas me dê notícias para me tirar essa angústia, para pelo menos aquecer meu coração”, apelou.

Informações que possam contribuir com o caso podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197 ou 190.

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