CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Dr. Sagae, da Gastroclínica, registra boletim após emissão de atestados falsos: há mais casos?
© Marcelo Leal/Unsplash

Dr. Sagae, da Gastroclínica, registra boletim após emissão de atestados falsos: há mais casos?

Casos de dorsalgia (CID M54), dores nas costas e problemas na coluna, além de diarreia e gastroenterite (CID A09) — infecções intestinais que geralmente provocam ausências...

Publicado em

Por Fábio Wronski

Publicidade
Imagem referente a Dr. Sagae, da Gastroclínica, registra boletim após emissão de atestados falsos: há mais casos?
© Marcelo Leal/Unsplash

Uma questão que frequentemente levanta dúvidas entre empresários em Cascavel é o grande volume de atestados médicos apresentados diariamente pelos colaboradores. Problemas osteomusculares, transtornos mentais e infecções agudas estão entre as principais causas de afastamento.

Casos de dorsalgia (CID M54), dores nas costas e problemas na coluna, além de diarreia e gastroenterite (CID A09) — infecções intestinais que geralmente provocam ausências de curta duração — são exemplos recorrentes que chegam aos setores de RH (Recursos Humanos).

A conferência desses atestados, por parte das empresas, quase sempre foi feita de forma manual, com contato direto com hospitais, clínicas ou postos de saúde para verificar a autenticidade dos documentos.

Há funcionários que raramente faltam, mas também existem aqueles que apresentam diversos atestados, com maior frequência às segundas e sextas-feiras. Diante disso, os empresários precisam ficar atentos a ausências recorrentes, repetição de causas, grande variação entre clínicas, hospitais e profissionais, entre outros sinais.

A verificação dos atestados é essencial para identificar possíveis irregularidades, como o uso indevido ou até mesmo a falsificação de documentos para justificar faltas ao trabalho.

Antigamente, as empresas dependiam exclusivamente de ligações telefônicas para realizar essa checagem. Atualmente, o processo se tornou mais simples com a implementação do sistema Atesta CFM. Por meio do QR Code presente no atestado, é possível consultar online a validade do documento.

O tema ganhou ainda mais relevância em Cascavel após um caso recente envolvendo o médico Dr. Univaldo Etsuo Sagae, diretor-geral e fundador da Gastroclínica, que precisou registrar ocorrência na Polícia Civil devido à falsificação de atestados utilizando seu CRM.

No dia 4 de fevereiro, o médico recebeu uma solicitação via WhatsApp para confirmar a emissão de um atestado em nome de uma suposta paciente. O documento apresentava seu nome e um número de CRM do estado de São Paulo (42725/SP).

O caso não foi isolado. Em 26 de fevereiro, surgiu um novo atestado falso, desta vez identificado por meio do e-mail profissional da clínica, emitido para outro suposto paciente.

À Polícia Civil, o médico afirmou não ter realizado os atendimentos mencionados nem autorizado a emissão de qualquer atestado em seu nome.

Os episódios geraram preocupação quanto à possível emissão em massa de documentos falsos utilizando o CRM de um dos profissionais mais respeitados de Cascavel e do Paraná.

Diante disso, a Polícia Civil iniciou uma investigação para identificar os responsáveis e entender como esses documentos foram obtidos.

Emitir ou apresentar atestado falso é crime de falsidade documental, conforme os artigos 297, 302 e 304 do Código Penal. As penalidades incluem prisão (reclusão ou detenção), multa e até demissão por justa causa.

Já aqueles que comercializam atestados falsos podem responder por diversos crimes, como falsidade documental, falsidade ideológica, uso de documento falso e, em casos de venda, receptação qualificada.

A CGN tentou contato com os responsáveis pela Gastroclínica para obter mais informações, porém não houve manifestação.

UNITOM

No dia 26 de março, um jovem de 27 anos foi preso pela Polícia Militar de Cascavel, acusado de aplicar golpes utilizando o nome da Unitom, empresa reconhecida na cidade.

Segundo a corporação, o suspeito se passava por entregador de exames médicos e abordava principalmente pessoas idosas em suas residências.

De acordo com relatos, ele apresentava documentos e cobrava uma taxa de R$ 4,00 pela suposta entrega dos exames. No momento do pagamento, no entanto, manipulava a máquina de cartão, realizando cobranças que variavam entre R$ 500 e R$ 1.000.

A investigação apontou que o criminoso teve acesso a dados de pacientes por meio do login de um médico. Após denúncias, o laboratório registrou boletim de ocorrência.

Com rapidez, as equipes policiais conseguiram identificar e localizar o suspeito em Cascavel. Durante a abordagem, foram apreendidas sete máquinas de cartão e 15 cópias de exames médicos, indicando a possível continuidade dos golpes.

Segundo relato do oficial da PM, Rhuan Marco, o suspeito cobrava uma pequena taxa alegando ser de baixo valor, mas alterava o sistema no momento do pagamento, gerando cobranças muito superiores.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca identificar outros envolvidos.

A Unitom informou, por meio de comunicado, que terceiros estão utilizando números de telefone para se passar por colaboradores da empresa, sem autorização. A empresa reforça que não solicita dados pessoais, senhas ou pagamentos por esses meios e orienta que tais contatos sejam ignorados e bloqueados. Para maior segurança, recomenda-se utilizar exclusivamente os canais oficiais disponíveis no site: www.unitom.com.br.

Veja Mais

Whatsapp CGN 3015-0366 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN