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Brasil assume aliança e pede Atlântico Sul livre de guerras e tensões

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Foto: Reprodução/CGN

Por CGN

“Canais, golfos, estreitos, mares e oceanos devem nos aproximar e não ser motivo de discórdia”, declarou o chefe da diplomacia brasileira.  

Mauro Vieira comentou aos demais representantes internacionais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado preocupação com o atual cenário internacional, “marcado pelo maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial [1939-1945]”. 

Vieira acrescentou a visão de Lula de que a alta de preços de energia e alimentos pelo mundo é efeito das atuais tensões na Ucrânia e no Oriente Médio, “com impacto desproporcional sobre as economias de países mais pobres e em desenvolvimento”.  

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A Zopacas reúne 24 países: Brasil, Argentina e Uruguai, na América do Sul, e 21 nações da costa oeste africana, começando no Senegal e terminando na África do Sul, incluindo o arquipélago que forma Cabo Verde. 

A reunião no Rio de Janeiro marca o início da presidência rotativa do Brasil, pelo período de três anos, sucedendo Cabo Verde.  

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a zona de paz e cooperação é prioridade para a política externa do país. O Brasil foi um dos idealizadores da formação da zona de cooperação há 40 anos.  

“Reafirma o apreço pela paz, em um mundo marcado pelo recrudescimento dos conflitos”, sustenta Vieira. 

Outros pontos de interesse são a segurança marítima, com o combate do tráfico de drogas por meio de embarcações, pirataria e pesca ilegal. O ministro dedicou atenção também à conservação ambiental. 

“Os países da nossa região estão dispostos a assumir compromissos ambiciosos em favor da proteção do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável”, afirmou. 

Além de parcerias na área de defesa e segurança, a Zopacas busca entendimentos multilaterais em áreas como meio ambiente e desenvolvimento.  

Cooperação brasileira 

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, é um dos braços do Brasil na cooperação com os demais países. 

A embaixadora Luiza Lopes da Silva, diretora-adjunta da ABC, explicou à Agência Brasil que a instituição atua com um portfólio de projetos que podem servir de exemplo de políticas públicas a serem seguidas, de forma voluntária, pelas demais nações, que vão de combate à fome e desenvolvimento econômico, passando por avanços tecnológicos na agricultura. 

“Temas como redução da pobreza, alimentação escolar, agricultura familiar, cooperativismo, construção de cisternas, centros de formação profissional, apoio a micro e pequenas empresas, com o Sebrae, tudo isso são projetos de cooperação que têm um resultado estruturante”, elenca.  

Além disso, a embaixadora assinala que o Brasil pode atuar sob demanda dos países interessados.  

“Os países escolhem ou nos apresentam as prioridades que deem soberania a eles. De uma forma geral, eles escolhem de uma maneira muito estratégica. Eles sabem o que o Brasil pode oferecer”, conta. 

Fonte: Agência Brasil

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