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Caso tratado como sequestro em Cascavel ganha nova versão da Polícia Civil

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De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), dois homens, de 42 e 51 anos, foram presos suspeitos de sequestrar um idoso de 69 a...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

Um caso inicialmente divulgado como sequestro, no fim da tarde de segunda-feira (30), em Cascavel. teve novos desdobramentos após investigação da Polícia Civil.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), dois homens, de 42 e 51 anos, foram presos suspeitos de sequestrar um idoso de 69 anos. A abordagem teria ocorrido na Avenida Piquiri, quando a vítima teria sido colocada à força em um Volkswagen Fox prata, enquanto a esposa teria sido retirada do veículo.

Conforme a primeira versão, os suspeitos seguiram pela BR-163, sentido Toledo, mas foram localizados pela PRF na região de Sede Alvorada após familiares da vítima acionarem ajuda. O idoso foi resgatado e os dois homens presos em flagrante. Com eles, foi apreendido um revólver calibre .38 com numeração raspada.

No entanto, segundo a Polícia Civil, o caso teve uma reavaliação e não foi configurado como sequestro.

Conforme a corporação, os envolvidos — um empresário e um funcionário — foram autuados por exercício arbitrário das próprias razões e porte de arma de fogo de uso permitido.

A investigação apontou que havia um desentendimento comercial entre as partes, envolvendo cerca de R$ 50 mil. A dívida estaria relacionada à construção de casas de madeira, serviço prestado pela suposta vítima ao empresário.

Ainda segundo a Polícia Civil, o deslocamento ocorreu para que a esposa do idoso fosse levada até a residência, em Marechal Cândido Rondon, e para que fossem buscados documentos ligados ao veículo, que faz parte da disputa.

O empresário afirmou que portava a arma para defesa pessoal. Já o idoso declarou que não sofreu agressões e que a arma não foi apontada contra ele, relatando que houve apenas uma discussão que começou de forma acalorada, mas evoluiu para tentativa de acordo.

Diante dos fatos, a Polícia Civil concluiu que o caso se trata de um conflito entre as partes, sem caracterização de sequestro. As investigações continuam.

Segue a nota na íntegra da Polícia Civil:

“O empresário e seu funcionário foram autuados por exercício arbitrário das próprias razões e porte de arma de fogo de uso permitido.

Foi verificado que havia uma discussão quanto a um valor aproximado de R$ 50 mil, que o empresário entenderia que a vítima devia para ele.

Como ambos queriam discutir o valor, foram até Marechal na casa da vítima levar a esposa que estava no carro e estavam voltando até Cascavel com os documentos.

O empresário relata que levou a arma para sua defesa.

A vítima disse não ter sido agredida no trajeto ou a arma ter sido apontada para ele. Somente que estavam conversando. A conversa se iniciou acalorada, mas logo ambos decidiram que era pertinente discutir o valor sobre o qual não concordaram.

O litígio envolveu a construção de casas de madeira, na qual a vítima trabalhou longo período para o empresário.

O caso inicialmente foi tratado como sequestro, mas verificou-se que o deslocamento se deu até próximo a Marechal para que fosse possível deixar a esposa da vítima em casa e pegar os documentos, visto que o carro fazia parte do litígio e a suposta vítima discordava do valor.”

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