
Técnico de enfermagem do HUOP, acusado de abusar de pacientes no pré-operatório, é absolvido
"Mesmo sendo absolvido, isso é uma marca que ele vai carregar para sempre", afirmou o advogado...
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Por Fábio Wronski

Na manhã desta segunda-feira (30), o advogado criminalista Luciano Katarinhuk concedeu entrevista à CGN para comentar a absolvição de G.T.M., técnico de enfermagem do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, que havia sido acusado e preso sob a acusação de estupro de vulnerável.
G.T.M. foi detido em flagrante no dia 11 de dezembro de 2024, dentro do HUOP, com a acusação de ter cometido o crime previsto no artigo 217-A do Código Penal, supostamente durante o exercício de suas funções na sala de pré-operatório da unidade hospitalar. No dia seguinte à prisão, durante audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, atendendo ao pedido da 15.ª Promotoria de Justiça de Cascavel.
O caso ganhou grande repercussão na cidade e região, uma vez que envolvia a suspeita de abuso de pacientes sedados antes de procedimentos cirúrgicos. O processo seguiu para julgamento em primeira instância, ocasião em que foram ouvidas 16 testemunhas, além do interrogatório do acusado.
Em 3 de agosto de 2025, a Juíza de Direito Nícia Kirchkein Cardoso julgou improcedente a pretensão punitiva do Estado, absolvendo G.T.M. de todas as acusações por insuficiência de provas, conforme o artigo 386, inciso VII, do Código de Processo Penal. Na decisão, determinou-se a revogação imediata da prisão preventiva e a expedição do alvará de soltura.
O Ministério Público de 1.º grau e o Assistente de Acusação recorreram da decisão, levando o caso ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). Em 26 de março de 2026, a 4.ª Câmara Criminal do TJPR, por unanimidade, negou provimento aos recursos da acusação e manteve integralmente a absolvição de G.T.M., restando apenas a publicação do acórdão que confirmou a inocência do técnico de enfermagem.
O advogado Luciano Katarinhuk destacou o impacto do processo na vida do acusado, que à época dos fatos era estudante e técnico de enfermagem contratado pelo HUOP. Segundo Katarinhuk, “foram presunções e conjecturas que levaram uma pessoa inocente a ser sentada no banco dos réus, a permanecer presa e ter que provar a inocência de que não fez. O dano moral, o dano pessoal dele com a sua vida familiar e também profissional foram gigantescos”.
Katarinhuk também ressaltou que, apesar da absolvição em duas instâncias, a marca da acusação permanecerá na vida de G.T.M. “O inocente, quando ele é acusado de algo que ele não fez, mesmo sendo absolvido, isso é uma marca que ele vai carregar para sempre”, afirmou o advogado.
Com a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná, o processo é encerrado com a confirmação da inocência do técnico de enfermagem, encerrando uma história marcada por polêmica e repercussão regional.
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