Confusão sobre guarda de criança mobiliza registros de ocorrências na Polícia Civil de Cascavel
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Por Fábio Wronski
A Polícia Civil de Cascavel registrou, na noite de ontem, sexta-feira (27), às 21h42, um boletim de ocorrência relatando o suposto rapto de uma criança de 1 ano e 6 meses. A denúncia partiu da mãe da criança, que compareceu à unidade policial para relatar o caso.
Segundo o boletim de ocorrência, a mãe informou que não há definição judicial sobre a guarda do filho, e que a família paterna auxiliava nos cuidados com a criança. Ela relatou ainda que, devido a problemas com o ex-marido, solicitou e obteve medidas protetivas de urgência, impedindo a aproximação entre as partes envolvidas.
A mãe declarou que, por volta das 11h40 do mesmo dia, entregou a criança aos bisavós paternos para que cuidassem dela durante a tarde. Posteriormente, uma pessoa conhecida tanto dela quanto do ex-marido teria informado que o pai da criança a pegou e levou para um sítio em local desconhecido.
Ao tentar contato com os bisavós paternos para obter informações sobre o paradeiro do filho, a mulher foi informada de que eles não sabiam onde a criança estava, apenas que estava com o pai. Ainda segundo o relato da mãe, uma mensagem enviada por um conhecido da família, mostrou que o pai teria encaminhado uma foto de um local de mata, acompanhada da frase “tô fugido”.
Após a publicação, a CGN conseguiu entrar em contato com o pai da criança, que afirmou que o menino não foi raptado nem sequestrado. Ele também encaminhou à CGN um boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil de Cascavel.
No registro policial, consta a informação de que a guarda da criança está em tramitação na Justiça, com audiência designada para o dia 29/04/2026, não havendo, até o momento, decisão judicial.
O pai relatou que o Conselho Tutelar acompanha o caso e que já foi realizado um estudo social, com acordo parcial para que ambos tenham contato com a criança. No entanto, em outras ocasiões, conforme relatado em boletins de ocorrência, a mãe não teria cumprido o acordo, deixando de permitir a visitação do pai.
Em resposta à CGN, ele também afirmou que pegou a criança ontem, sexta-feira (27), e que ela teria sido deixada com um terceiro, sendo que este final de semana seria o período acordado para que ele ficasse com o menino. Destacou ainda que o acordo entre as partes estabelece que a criança ficaria com ele das 07h às 19h, de segunda a sábado.
Por fim, o pai também encaminhou à CGN uma manifestação protocolada no processo de guarda do menino, na qual afirma que, por meio de seu advogado, o juiz responsável pelo caso foi comunicado de que ele estaria com a guarda da criança neste final de semana. Além disso, foram enviadas mensagens à mãe, informando que o menino está bem e sob os cuidados do pai.
A reportagem produziu os materiais e apresentou as versões de ambas as partes com base nos boletins de ocorrência registrados.
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