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Arlete Caramês: mãe do menino Guilherme morre sem saber o que aconteceu ao filho

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A mãe, que ficou conhecida em todo o Paraná pela busca incansável pelo filho desaparecido, morreu sem descobrir o paradeiro do menino, que sumiu a...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

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A morte de Arlete Caramês, aos 82 anos, nesta terça-feira (24), encerra uma história marcada por dor, esperança e luta — mas também deixa uma pergunta sem resposta: o que aconteceu com o pequeno Guilherme?

A mãe, que ficou conhecida em todo o Paraná pela busca incansável pelo filho desaparecido, morreu sem descobrir o paradeiro do menino, que sumiu aos 8 anos de idade.

O caso começou em 17 de junho de 1991. Naquele dia, Guilherme saiu de casa, no bairro Jardim Social, em Curitiba, para andar de bicicleta e nunca mais voltou. Antes disso, chegou a ligar para a mãe pedindo autorização para usar um dinheiro que havia encontrado na rua. Foi o último contato.

As buscas mobilizaram a polícia, com uso de cães farejadores e varreduras em diversas áreas, incluindo um rio próximo. Mesmo assim, nenhum sinal do garoto foi encontrado — nem mesmo a bicicleta.

Diante da falta de respostas, Arlete transformou o sofrimento em luta. Ela passou a cobrar autoridades, mobilizar a sociedade e ajudar outras famílias que enfrentavam o mesmo drama. Sua atuação foi decisiva para a criação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), referência no Brasil nesse tipo de caso.

Com o tempo, Arlete se tornou um símbolo de esperança. Fundou o Movimento Nacional da Criança Desaparecida no Paraná e também entrou para a política, sendo vereadora de Curitiba entre 2001 e 2003 e deputada estadual de 2003 a 2006.

Mesmo com o passar dos anos, ela nunca desistiu. Em entrevistas recentes, reforçava que ainda esperava por uma resposta, qualquer que fosse, para conseguir seguir em frente.

Dentro de casa, mantinha tudo como se o tempo não tivesse passado: roupas, objetos e fotos do filho continuavam guardados, como uma forma de manter viva a memória de Guilherme.

A Câmara Municipal de Curitiba confirmou a morte e lamentou a perda. Em nota, destacou a trajetória de Arlete como uma mulher que transformou uma tragédia pessoal em uma causa que ajudou milhares de pessoas.

Arlete se vai sem saber o que aconteceu com o filho. Mas a luta que ela começou segue viva — e o caso de Guilherme continua sendo um dos mistérios mais marcantes do Paraná.

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