
Acusado de matar PM Rubenich pode ir a Júri Popular; Audiência define encaminhamento hoje (23)
O escritório Katarinhuk Advogados, habilitado como assistente de acusação desde janeiro de 2026, participará da audiência com o objetivo de garantir que todos os elementos de...
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Por Fábio Wronski

Quatro meses após o assassinato do soldado da Polícia Militar Ariel Julio Rubenich, ocorrido durante uma perseguição policial nas ruas de Cascavel, na noite de 25 de novembro de 2025, o processo judicial avança para sua etapa mais crítica. Nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, às 13h30, está marcada a Audiência de Instrução e Julgamento, momento em que o réu Edson Ferreira da Cruz comparecerá à Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Cascavel para ser interrogado e para que testemunhas sejam ouvidas pelo juiz responsável pelo caso.
O escritório Katarinhuk Advogados, habilitado como assistente de acusação desde janeiro de 2026, participará da audiência com o objetivo de garantir que todos os elementos de prova sejam devidamente apresentados e analisados. O advogado Luciano Katarinhuk, representante da família da vítima, enfatizou a importância da audiência para o andamento do processo. Segundo ele, a assistência de acusação atuará como “os olhos, os ouvidos e a boca da família dentro desse processo”, buscando a representação e a pronúncia do réu pelo crime de homicídio com quatro agravantes.
Katarinhuk destacou que o crime não se tratou de um acidente, mas sim de um homicídio doloso contra a vida de um agente de segurança pública em serviço. Entre as agravantes apontadas pela acusação estão o perigo comum, uma vez que o acusado teria empreendido fuga, desrespeitando sinais de trânsito, conduzindo o veículo na contramão e, principalmente, jogando o carro contra as autoridades policiais que o perseguiam. Tais condutas, segundo o advogado, colocaram em risco não apenas a vida do policial, mas também de outros cidadãos que estavam nas imediações.
O advogado também ressaltou que o policial estava em serviço, utilizando uma motocicleta caracterizada, com sirene e giroflex ligados, o que reforça a gravidade do ato. “Mesmo assim, o sujeito não parou e arremessou o veículo, fazendo com que o policial batesse e perdesse a vida”, afirmou Katarinhuk.
A expectativa da comunidade, conforme expresso pelo representante da assistência de acusação, é de que o réu seja encaminhado ao plenário do Tribunal do Júri para que a justiça seja feita. Segundo a acusação, Edson Ferreira da Cruz já é reincidente no crime de homicídio qualificado, o que reforça a necessidade de um julgamento rigoroso.
A audiência de instrução e julgamento representa um passo fundamental para a decisão de pronúncia, etapa em que o juiz determinará se o réu será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. A sociedade local acompanha atentamente o desdobramento do caso, que mobiliza não apenas familiares e colegas de farda, mas também toda a comunidade de Cascavel.
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