
‘Populares tentaram socorrer jovem de carro em chamas mas cinto não soltou’, afirma oficial
Segundo informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros, o acidente envolveu um veículo Volvo, que colidiu violentamente contra uma árvore e, em seguida, pegou fogo. O impacto...
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Por Fábio Wronski
Na madrugada desta sexta-feira (20), um grave acidente de trânsito resultou na morte de um jovem de 19 anos na Rua Antônio Kucinski, localizada no Bairro Parque Verde, em Cascavel. O caso foi detalhado em entrevista coletiva pelo tenente Alex Boni, oficial do Corpo de Bombeiros, que coordenou o atendimento à ocorrência.
Segundo informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros, o acidente envolveu um veículo Volvo, que colidiu violentamente contra uma árvore e, em seguida, pegou fogo. O impacto foi tão severo que o condutor, ainda não identificado oficialmente, morreu no local. Quando as equipes de socorro chegaram, o incêndio já estava em estágio avançado e o corpo da vítima se encontrava carbonizado, impossibilitando qualquer tentativa de resgate.
O tenente Alex Boni explicou que o tempo entre o acionamento da ocorrência e a chegada da primeira viatura foi de oito minutos, considerado compatível com a distância do local. “O recurso mais rápido, que é a ambulância, foram 8 minutos. É um tempo não padronizado, mas compatível com a distância do local. Foram feitas as primeiras intervenções, mas era um cenário crítico desde o momento que o acidente aconteceu”, afirmou o oficial.
Testemunhas que presenciaram o acidente tentaram resgatar o jovem, chegando a abrir a porta do veículo pelo vidro, que estava abaixado. No entanto, o cinto de segurança não se soltou e, devido à rápida propagação das chamas, não foi possível retirar o condutor a tempo. “De fato, a pessoa se colocou em risco, mas foi em prol de tentar salvar a vida de outra pessoa. Felizmente, ninguém se feriu, além daquele que já estava no veículo”, destacou Boni, ressaltando a importância da cautela ao prestar socorro em situações de risco.
A Polícia Científica realizou a perícia no local após a extinção do incêndio e recolheu o corpo da vítima. Fragmentos do veículo foram encontrados espalhados pela via, evidenciando a força do impacto, que também causou grande deformidade na árvore atingida.
Questionado sobre a possibilidade de o jovem ter falecido antes do incêndio, o tenente foi cauteloso. “Seria leviano e até impreciso, tecnicamente, da minha parte fazer essa afirmação. No relatório consta que há fragmento do carro por diversos pontos da via e uma grande deformidade também na árvore. Isso reforça o relato das testemunhas de que a pessoa estava inconsciente”, explicou.
O oficial também comentou sobre o funcionamento dos cintos de segurança em veículos modernos, esclarecendo que, em casos de colisão, é comum o dispositivo travar, dificultando o resgate. “Por isso que nós temos sempre alguns recursos disponíveis nas viaturas, dispositivos de segurança para fazer o corte emergencial desse cinto de segurança”, informou.
Sobre os riscos específicos de acidentes com veículos elétricos, Boni ressaltou que o Corpo de Bombeiros de Cascavel conta com equipe especializada e premiada internacionalmente em salvamento veicular, incluindo treinamentos voltados para intervenções em carros elétricos. “Aqui nós temos esse benefício de ter esse conhecimento difundido, mas todo dia é importante uma leitura para compreender e entender as dinâmicas envolvendo o veículo elétrico”, afirmou.
O tenente reforçou que, para o cidadão comum, a principal orientação em acidentes envolvendo veículos elétricos é a prevenção, pois há riscos elevados de explosão e choque elétrico. “O risco existe até mesmo para nós que fazemos a intervenção, pois há uma voltagem bem acentuada no circuito dessas baterias”, alertou.
O caso segue sob investigação para identificação da vítima e apuração das circunstâncias do acidente.
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