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Mãe e padrasto são indiciados por homicídio culposo após criança morrer afogada

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Os dois estavam dormindo enquanto as portas que davam acesso à piscina ficaram abertas...
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

Atualizado em

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) finalizou o inquérito policial que investigava as circunstâncias da morte de uma criança de 2 anos, vítima de afogamento, ocorrido no dia 7 de novembro de 2025, por volta das 08h15, no bairro Cara-Cará, em Ponta Grossa.

As investigações, conduzidas pelo delegado Derick Moura Jorge, responsável pelo 2º Distrito Policial da cidade, resultaram no indiciamento de uma mulher de 38 anos, mãe da vítima, e de um homem de 33 anos, namorado da genitora, pelo crime de homicídio culposo — quando não há intenção de matar, mas há negligência, imprudência ou imperícia. O crime prevê pena de até três anos de detenção.

O caso teve início quando equipes de socorro foram acionadas para atender um afogamento em uma piscina residencial. A criança, diagnosticada com autismo e descrita como muito agitada, foi encontrada submersa e já inconsciente. Apesar das manobras de reanimação realizadas por aproximadamente 43 minutos pelas equipes do SIATE e do SAMU, o óbito foi confirmado em unidade hospitalar horas depois. A causa da morte foi asfixia mecânica secundária a afogamento.

Durante as diligências, o delegado Derick Moura Jorge apurou que, no momento do incidente, os dois adultos responsáveis estavam dormindo na residência. A investigação apontou que as portas da casa e a grade de proteção que isolava a piscina foram deixadas abertas, permitindo o acesso livre da criança à área de risco. Depoimentos colhidos ao longo do inquérito revelaram ainda que vizinhos já haviam realizado denúncias anteriores sobre a falta de vigilância da criança no mesmo local.

Para a autoridade policial, ficou caracterizada uma grave violação do dever objetivo de cuidado. O delegado fundamentou o indiciamento destacando que a omissão dos responsáveis e a falta de zelo com a segurança do ambiente foram determinantes para o desfecho fatal.

O relatório final foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para análise e providências.

As informações são do Portal aRede.

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