
Por que a Prefeitura de Cascavel corta – ou não corta – as árvores em frente à sua casa?
Você sabe por que a Prefeitura de Cascavel corta as árvores que você gosta tanto?...
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Por Luiz Haab

Você sabia que, mesmo se foi você quem escolheu e plantou uma árvore na calçada que fica em frente à sua casa, não poderá cortá-la?
Você sabe por que a Prefeitura de Cascavel corta as árvores que você gosta tanto?
E você sabe por que ela não corta aquelas as árvores que você gostaria de eliminar?
A resposta é a mesma: regras. Para entende-las, a CGN recebeu no estúdio a Olga Tscha, diretora Preservação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, que detalhou os critérios e procedimentos adotados pelo município, bem como as responsabilidades dos moradores.
Segundo Olga, a demanda por esclarecimentos é constante. “Diariamente nós respondemos sobre elas, esclarecemos, mas a gente entende também que são muitas informações e que às vezes a população fica confusa mesmo de qual o encaminhamento correto que ela pode dar em relação a isso”, afirmou.
Motivos para o corte de árvores
Cascavel possui árvores antigas, muitas delas plantadas há 50 ou 60 anos, especialmente no centro da cidade. De acordo com a diretora, o plantio no passado não seguiu critérios técnicos, o que hoje acarreta problemas com calçadas, redes elétricas e a própria estrutura urbana. “É necessário, nós temos um plano de urbanização que foi construído em 2015, revisado em 2022 e agora em 2025, onde vamos fazendo esse processo de manejo”, explicou Olga.
O manejo consiste na substituição gradativa de árvores, principalmente quando apresentam riscos à segurança da população. A retirada ocorre após solicitação do munícipe e avaliação técnica. “Quando ela apresenta alguma avaria, algum problema de saúde e que vai provocar risco às pessoas, aí a gente então tem a decisão de deferir o processo e fazer a retirada”, detalhou.
Monitoramento e avaliação técnica
A Secretaria realiza diagnósticos periódicos para avaliar a saúde das árvores. Olga destacou que, mesmo árvores aparentemente saudáveis, podem apresentar problemas internos, como fungos ou ocos, identificados por exames semelhantes ao ultrassom. “Quando olhamos ela externamente e ela está bonita, mas há um pedido de avaliação, usamos o tomógrafo, que permite olhar dentro do tronco”, explicou.
Procedimento para solicitar corte ou poda
A retirada ou poda de árvores em espaços públicos só pode ser realizada pela Prefeitura. O morador que identificar problemas deve abrir um protocolo no portal do município, na seção de serviços de arborização. Após o pedido, uma equipe técnica avalia a situação e, caso o laudo seja favorável, executa o serviço. “Tanto a poda como a retirada têm que ser feitas pelo município”, reforçou Olga.
A diretora informou ainda que a demanda por pedidos é maior do que a capacidade de execução, devido ao tamanho das árvores e ao número limitado de equipes. Intercorrências, como quedas provocadas por ventos, também impactam o cronograma de atendimento.
Responsabilidade e proibição de corte pelo morador
Mesmo que o morador tenha plantado a árvore na calçada, ela passa a integrar o patrimônio público e não pode ser retirada por iniciativa própria. “No momento em que você plantou no espaço público, ela pertence ao patrimônio público”, esclareceu Olga. Por isso, a orientação é que o plantio seja feito apenas com autorização e acompanhamento da Prefeitura, que utiliza espécies adequadas para cada local.
Espécies recomendadas e plantio assistido
Atualmente, espécies como quaresmeira, cerejeira do Japão, extremosa e ipê são as mais utilizadas, especialmente sob redes elétricas, devido ao porte controlado. Para solicitar o plantio, o cidadão pode utilizar o serviço Disque Árvore, que oferece gratuitamente a muda, o plantio e o monitoramento inicial.
A Prefeitura mantém um registro digital de todas as árvores plantadas, permitindo o acompanhamento do desenvolvimento e facilitando futuras avaliações.
Estoque de árvores urbanas
Cascavel conta atualmente com cerca de 100 mil árvores em áreas urbanas, segundo projeções da Secretaria. Em 2015, o número era de 76 mil. O ideal, de acordo com a OMS, seria uma árvore por habitante, meta ainda distante da realidade local.
Espécies proibidas
A diretora alertou para a proibição do plantio de palmeiras e coqueiros nas calçadas, devido ao porte elevado, risco para redes elétricas e baixa contribuição ambiental. “Ela é uma árvore que atrai bastante lagartos, é muito alta e não contribui em nada pra questão de arborização”, afirmou.
Programas de incentivo ao plantio
A Prefeitura realiza ações como o “SEMA nos bairros”, que incentiva o plantio de árvores em parceria com os moradores, respeitando a legislação e estimulando o cuidado compartilhado.
Para mais informações, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente está à disposição da população para esclarecimentos e orientações sobre arborização urbana.
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