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Policia Penal Federal de Catanduvas paralisa trabalhos e cobra criação de fundo contra facções criminosas

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A mobilização é coordenada por entidades representativas da categoria e conta com a participação de servidores de diferentes regiões do Brasil. O...
Policia Penal Federal de Catanduvas paralisa trabalhos e cobra criação de fundo contra facções criminosas

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

Policiais penais federais que atuam no Complexo Penitenciário de Penitenciária Federal de Catanduvas aderiram a um movimento nacional de mobilização institucional que inclui a paralisação de atividades administrativas e operacionais consideradas não essenciais. A ação ocorre em diversas unidades federais do país e busca chamar a atenção das autoridades e da sociedade para a necessidade de fortalecer o combate ao crime organizado.

A mobilização é coordenada por entidades representativas da categoria e conta com a participação de servidores de diferentes regiões do Brasil. O principal objetivo do movimento é pressionar o governo federal a avançar na criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), mecanismo considerado estratégico pelas forças de segurança.

De acordo com os policiais penais federais, o fundo permitiria ampliar a capacidade do Estado brasileiro no enfrentamento às facções criminosas que atuam tanto dentro quanto fora do sistema prisional. A proposta prevê que recursos obtidos por meio do confisco e da venda de bens apreendidos de organizações criminosas sejam destinados diretamente ao financiamento de ações de segurança pública.

Entre as possíveis aplicações dos recursos estão o fortalecimento das atividades de inteligência, a modernização tecnológica das forças de segurança, a capacitação de servidores e a melhoria da infraestrutura operacional das instituições responsáveis pelo combate ao crime organizado.

Segundo representantes da categoria, o Brasil enfrenta atualmente organizações criminosas altamente estruturadas, com grande poder financeiro e logístico, enquanto as instituições responsáveis por combatê-las ainda lidam com limitações estruturais que dificultam a eficiência das ações de segurança.

Nesse contexto, a criação do FUNCOC é defendida como uma alternativa para garantir financiamento permanente às políticas de enfrentamento às facções. A proposta também prevê que recursos retirados das próprias organizações criminosas sejam utilizados para fortalecer o aparato estatal de combate ao crime.

A mobilização nacional busca alertar o poder público sobre a urgência da medida. Para os policiais penais federais, o combate ao crime organizado exige prioridade política, investimentos estruturais e mecanismos permanentes de financiamento.

Os servidores afirmam que permanecem comprometidos com a legalidade e com a defesa da sociedade. A categoria segue mobilizada e aberta ao diálogo institucional, aguardando providências concretas por parte das autoridades responsáveis pela segurança pública no país.

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