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Defesa apresenta vídeo de acusado de matar pai e filho; “eu puxei o gatilho pra me defender”

De acordo com o escritório Dalledone & Advogados Associados, responsável pela defesa, o investigado tem interesse em colaborar com as investigações e apresentar sua versão dos...

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Por Allan Machado

A defesa de Nata Fagundes de Paula, investigado pela morte de pai e filho em uma loja de veículos em Cascavel, informou que protocolou nesta quinta-feira (5) uma petição na Delegacia de Homicídios do município para formalizar sua apresentação às autoridades.

De acordo com o escritório Dalledone & Advogados Associados, responsável pela defesa, o investigado tem interesse em colaborar com as investigações e apresentar sua versão dos fatos. No entanto, diante da ausência de retorno das autoridades para a realização do interrogatório formal, foi solicitada a inclusão no inquérito de um interrogatório indireto gravado em vídeo.

A gravação foi apresentada para que a versão do investigado seja oficialmente registrada no procedimento investigativo.

Ainda conforme a defesa, o episódio teria ocorrido em um contexto de reação para preservar a própria vida de Nata, sendo que a arma utilizada na ocorrência pertenceria a uma das vítimas.

O escritório informou que novos esclarecimentos deverão ser apresentados em breve. Confira a fala dele: ” eu puxei o gatilho da arma que era deles, porque eles apontaram a arma pra minha cabeça”.

Segundo o rapaz, tudo começou por conta de uma dívida: “eu faço muita compra e venda de carro, muita gente me conhece , sou uma pessoa de total transparência. Minha vida é trabalhar e ganhar dinheiro. Eun não sou nenhum assassinado; comprei um carro do Analdo que valia R$ 100 mil, sendo que eu dei R$ 65 mil e o combinado era que eu pagasse o restante depois, mas ele ficava me cobrando demais, inclusive me ofendia, xingava a mim e minha esposa”.

Ele disse que foi até a loja com intenção de pagar a dívida com uma corrente de outro que ele tinha: “Eu disse pra ele que não tinha dinheiro, mas pra sanar a divida, falei que tinha a corrente que valia mais; ele estava muito alterado e na hora que ele sacou a arma tocou o celular dele, sendo que nessa hora eu tentei tirar a a arma da mão dele e houve os disparos que eu nem vi pra onde foram os tiros”.

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