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Imagem referente a Dólar salta a R$ 5,26, e Bolsa cai 3% com escalada no Oriente Médio

Dólar salta a R$ 5,26, e Bolsa cai 3% com escalada no Oriente Médio

Em mais um dia de tensão mundial, o dólar disparou quase 2% em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. A bolsa acompanhou o pessimismo......

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Por CGN

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Imagem referente a Dólar salta a R$ 5,26, e Bolsa cai 3% com escalada no Oriente Médio

Em mais um dia de tensão mundial, o dólar disparou quase 2% em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. A bolsa acompanhou o pessimismo e caiu mais de 3%, o maior recuo do ano, em meio à busca global por ativos considerados mais seguros.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (3) vendido a R$ 5,261, com alta de R$ 0,099 (+1,87%). A cotação chegou a acelerar para R$ 5,34 por volta das 12h20, mas diminuiu o ritmo de alta durante a tarde.

Quase todas as ações do índice caíram. A bolsa brasileira, que no último dia 24 fechou acima dos 191 mil pontos, em nível recorde, atingiu o menor patamar desde 6 de fevereiro, quando estava em 182 mil pontos.

Pressão global

O movimento foi impulsionado pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com reflexos também no Líbano e em países do Golfo, como Arábia Saudita, Catar e Kuwait.

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O Catar também suspendeu a produção de gás natural liquefeito, elevando o temor de desabastecimento global de energia.

Com o risco de interrupção na oferta, o petróleo e o gás dispararam. O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, subiu mais de 4%, para US$ 81. No início da sessão, valorizou-se 10%, mas a cotação desacelerou horas mais tarde. Na Europa, o gás natural na Europa avançou 22% no dia. A alta das commodities energéticas aumenta a preocupação com inflação global e desaceleração econômica.

O mau-humor foi generalizado no mercado global. Com a escalada do conflito, que tomou proporções regionais no Oriente Médio, os investidores vendem ações e aplicam em ativos considerados mais estáveis, como o dólar.

As bolsas caíram no mundo todo:

Ásia: Tóquio (-3,1%) e Seul (-7,24%);
Europa: quedas superiores a 3%;
Estados Unidos: Dow Jones (-0,83%), S&P 500 (-0,9%) e Nasdaq Composite (-1,02%).

O índice DXY, que mede a força da moeda americana em relação a outras divisas de economias avançadas, subiu 0,66%.

A economia brasileira desacelerou em relação a 2024, quando tinha crescido 3,4%. O dado ficou em linha com a expectativa do governo para o ano, mas reforçou a percepção de desaceleração econômica. Com o conflito no Oriente Médio, o Banco Central pode cortar a Taxa Selic (juros básicos da economia) em apenas 0,25 ponto percentual na reunião deste mês, contra expectativa de redução de 0,5 ponto até recentemente.

Juros altos ajudam a segurar a cotação do dólar, mas prejudicam o crescimento da economia.

*com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

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