Acusado nega tentativa de homicídio e diz morar há 13 anos no Cemitério; Acesc nega conhecimento
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Por Diego Cavalcante
Atualizado em: 03/03/2026 às 15:46
A CGN também teve acesso ao depoimento prestado pelo homem preso após a tentativa de homicídio registrada no Cemitério Central de Cascavel na manhã desta segunda-feira (2).
Durante o interrogatório conduzido na Polícia Civil, o acusado negou as acusações e afirmou que a vítima estaria mentindo.
“Ele tá mentindo isso aí. Eu não ia fazer uma coisa dessas, isso é mentiroso”, declarou.
O homem foi preso em flagrante após ser contido pela Guarda Municipal de Cascavel, acusado de tentar esfaquear um funcionário do cemitério. No entanto, ele negou ter tentado atacar a vítima ou feito ameaças de morte.
“Eu não fiz isso. Eu não sou de ameaçar”, afirmou.
“Eu moro lá há 13 anos”, diz acusado
Um dos pontos que chamaram atenção no depoimento foi a afirmação de que ele vive no interior do cemitério há mais de uma década.
“Eu moro há 13 anos lá”, disse.
A declaração reforça o que já havia sido relatado pela vítima, que afirmou que o homem reside dentro do cemitério e permanece diariamente no local.
Questionado sobre a faca apreendida, o acusado confirmou que estava com o objeto, mas apresentou outra versão para o fato.
“Era uma faquinha de serra, eu moro na rua”, relatou, negando que tenha tentado esfaquear o servidor.
Ele também mencionou que havia diversas pessoas trabalhando no momento da ocorrência e que, segundo ele, todos teriam visto que não houve tentativa de agressão.
“Tinha um monte de gente. Eu não ia fazer isso”, reforçou.
Admite passagens anteriores
Durante o depoimento, o homem ainda acusou o funcionário de tê-lo acusado no envolvimento em um suposto furto ocorrido no cemitério.
“Roubaram o cemitério, ele que me acusou”, afirmou, sem apresentar provas.
Ao ser questionado sobre antecedentes, ele confirmou já ter respondido por outros crimes no passado, mencionando roubo, mas não detalhou as situações.
Ao final, optou por não acrescentar mais informações e foi informado de que passaria por audiência de custódia para análise da legalidade da prisão.
Liberdade provisória com restrições
A CGN também teve acesso ao alvará de soltura expedido pela 1ª Vara Criminal de Cascavel.
O juiz Marcelo Carneval concedeu liberdade provisória sem fiança ao investigado, mas impôs medidas cautelares, entre elas:
- Proibição de se aproximar da vítima e do local de trabalho pelo limite mínimo de 300 metros;
- Proibição de se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial;
- Obrigação de comparecer a todos os atos do processo.
No documento, consta que o autuado foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e que estava embriagado no momento dos fatos.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.