
Rapaz inocentado de latrocínio é condenado por roubo onde invadiu apartamento e ameaçou criança
Pena de 7 anos e 4 meses de reclusão foi dada a Gustavo Livina, mesmo jovem que chegou a ser acusado da morte de Sônia Toguti...
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Por Mariana Lioto

Em sentença dada ontem (7) pela 3ª Vara Criminal de Cascavel, Gustavo Livina, de 20 anos, foi condenado a 7 anos e 4 meses de reclusão por um crime de roubo cometido em março deste ano, em um apartamento no bairro Alto Alegre.
A vítima foi uma jovem que relatou que estava com o irmão de apenas um ano no quarto quando o ladrão invadiu o apartamento com uma faca. Ele disse que se ela gritasse “pegaria a criança”. Ele ficou procurando por dinheiro e acabou fugindo e levando um celular e R$ 15.
O rapaz confessou o crime e disse que roubou para usar drogas. Ele negou no entanto que portava uma faca e que tenha ameçado as vítimas. Ele afirma que entrou no apartamento porque era mais fácil e observou quando a mãe da vítima deixou o local.
O jovem é o mesmo que foi inocentado no ano passado do latrocínio que vitimou Sônia Toguti. Na ocasião a mulher foi encontrada morta no banheiro do apartamento onde morava, no Bairro Cancelli e o bandido colocou fogo no imóvel. Livini chegou a ficar cinco meses detido, negava o crime, e, depois de um exame de DNA dar negativo, foi colocado em liberdade. O latrocínio até hoje não foi esclarecido.
Sobre o crime de março, para a juíza Raquel Fratantonio Perini o único ponto evidentemente controvertido que há entre a versão do acusado e a da vítima diz respeito à grave ameaça.
“Todavia, não se pode desconsiderar que o relato da vítima é detalhado e descreve que o réu não apenas portava uma faca na ocasião, como verbalmente ameaçou de causar mal para a criança que estava com ela. Sua versão é consistente e guarda consonância com o que foi repassado em sede policial. No mais, não foi apresentado qualquer indício de que a vítima pretendesse imputar falsamente crime diverso ao acusado, ao acrescentar tais detalhes. Destarte, no caso em comento, merece maior valor a palavra da vítima”.
O acusado havia sido preso dias depois do crime e seguirá na PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel). A delegada afirmou na época da prisão que há mais um crime em investigação e fazia pouco tempo que o acusado havia deixado a penitenciária. Na época que foi solto após o latrocínio de Sônia, o jovem também cometeu novo crime em poucos dias, invadindo uma residência no Centro.
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