
“Também houve estupro e suspeito pode pegar mais de 50 anos”, diz polícia sobre freira assassinada no PR
O homem apontado como autor foi indiciado por quatro crimes e pode enfrentar uma pena que ultrapassa 50 anos de prisão em regime fechado. A polícia...
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Por Luiz Haab

A investigação conduzida pela Polícia Civil do Paraná escancarou um crime que chocou o estado: a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, não apenas foi assassinada dentro do convento onde vivia — ela também foi estuprada, segundo conclusão oficial do inquérito finalizado nesta sexta-feira (27).
O homem apontado como autor foi indiciado por quatro crimes e pode enfrentar uma pena que ultrapassa 50 anos de prisão em regime fechado. A polícia afirma que as provas são contundentes: imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do suspeito teriam sido determinantes para sustentar a acusação.
Ele responderá por homicídio qualificado — com agravantes por crueldade, dificuldade de defesa da vítima, idade avançada e deficiência física —, estupro qualificado devido à violência das lesões, resistência à prisão por ter confrontado policiais no momento da captura e invasão de domicílio, já que teria escalado o convento para entrar no local.
O crime aconteceu no sábado (21), em Ivaí, na região dos Campos Gerais do Paraná. A principal linha investigativa aponta que o suspeito teria invadido o convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada com intenção inicial de furtar. O que aconteceu em seguida, porém, foi descrito pela polícia como uma explosão de violência física e sexual.
Segundo as autoridades, a freira foi atacada com um pedaço de madeira dentro do próprio quarto. Os exames periciais confirmaram que, além da agressão fatal, houve abuso sexual — informação que eleva ainda mais a gravidade do caso e revolta a comunidade local.
Em depoimento, o investigado alegou estar sob efeito de drogas e disse não se lembrar claramente do que fez. A versão, no entanto, não altera o rumo do processo neste momento: ele permanece em prisão preventiva, aguardando julgamento.
O caso reacendeu o debate sobre segurança, política criminal e a vulnerabilidade de idosos. Após o crime, o governador Ratinho Jr. criticou a legislação penal e voltou a defender maior autonomia dos estados para endurecer punições.
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