Gaeco investiga se grupo que vendia drogas e armas em Cascavel está ligado com o PCC
Publicado em

Por Fábio Wronski
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Cascavel do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu, na manhã desta sexta-feira, 27 de fevereiro, três mandados de busca e apreensão no âmbito da segunda fase da Operação Primeiros Passos. A operação investiga crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e venda ilegal de armas na cidade de Cascavel.
As diligências, autorizadas pelo Juízo Criminal das Garantias da Comarca, tiveram como foco desarticular um braço logístico responsável pela venda e armazenamento de entorpecentes e armas de fogo. Um dos alvos é integrante de facção criminosa e já vinha sendo investigado desde a primeira fase da operação.
Segundo o delegado do Gaeco, Fernando Carvalho, “a operação de hoje é decorrente de uma operação que foi realizada aqui no núcleo em 31 de outubro do ano passado. Naquela ocasião, um homem foi preso em flagrante, em posse de drogas e de uma arma de fogo. Ele era suspeito de integrar a organização criminosa Primeiro Comando da Capital, inclusive foi denunciado pelo Ministério Público pela prática de integrar a organização”.
O delegado explicou que o objetivo da segunda fase é aprofundar a investigação sobre a relação do investigado preso anteriormente com outras pessoas identificadas ao longo das apurações. “Hoje foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar, na residência de três suspeitos de praticarem também o crime de tráfico de drogas e posse de arma de fogo. O objetivo é aprofundar as investigações para saber se esses homens, os investigados de hoje, também integram a organização Primeiro Comando da Capital”, detalhou Carvalho.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos telefones celulares, que passarão por perícia. O material será analisado para identificar outros integrantes da associação criminosa e a extensão da rede de distribuição de drogas na região.
O delegado esclareceu que não houve prisões na data de hoje. “Foram três cumprimentos de mandado de busca e apreensão pessoal, não houve prisão e nós apreendemos um material que vai ser periciado para aprofundamento das investigações”, informou. Questionado sobre os materiais recolhidos, Carvalho confirmou: “Foram apreendidos celulares”.
Sobre a relação entre os investigados, o delegado afirmou: “Descobrimos indícios de que eles estavam associados na prática de tráfico de drogas. Alguns deles teriam fornecido drogas para esse homem, outros teriam oferecido arma de fogo. O objetivo agora é saber até que ponto eles tinham a ligação entre eles e, como falei, se esses investigados de hoje também integram a organização Primeiro Comando da Capital”.
Carvalho ressaltou que o Gaeco atua em parceria com outras forças de segurança, como a Polícia Civil e a Polícia Militar, visando desarticular e evitar o fortalecimento de organizações criminosas na região. “As diligências necessárias serão realizadas, sobretudo a perícia nos dispositivos que foram apreendidos, e seguem as investigações com o objetivo de aprofundar a função que esses indivíduos desempenhavam, se integravam alguma organização criminosa e a demais rede que pertenciam”, afirmou.
O delegado ponderou que, até o momento, não é possível afirmar que os suspeitos tenham relação com alguma organização criminosa, mas os indícios apontam essa possibilidade. “Nesse momento não, mas como eles tinham relação com um faccionado, a gente acredita que eles também sejam integrantes, mas nesse momento não é possível afirmar, somente com aprofundamento das investigações”, concluiu.
A entrevista foi disponibilizada pela RicTV Oeste.
Veja também
Cascavel.
Brasil.
Esportes.
Notícias Mais Acessadas Agora

Só de cueca e armado com faca, homem em surto é contido pelas equipes do Samu e PM

Operação da Receita Federal mira fintechs e postos de combustíveis em Cascavel e vários estados

Homem é encontrado morto em apartamento no Centro de Cascavel



