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EXCLUSIVO: Jovem que recebeu polilaminina em Cascavel apresenta primeiro sinal de sensibilidade após lesão medular

Uma informação promissora e que representa um grande avanço científico foi obtida com exclusividade pela CGN, em entrevista concedida em estúdio: o jovem de 23 anos...

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Por Luiz Haab

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EXCLUSIVO: Jovem que recebeu polilaminina em Cascavel apresenta primeiro sinal de sensibilidade após lesão medular

Quatro dias. Foi esse o intervalo entre a aplicação de uma proteína experimental na medula espinhal e o primeiro sinal clínico que muda o rumo de uma história que, até então, parecia estática.

Uma informação promissora e que representa um grande avanço científico foi obtida com exclusividade pela CGN, em entrevista concedida em estúdio: o jovem de 23 anos que sofreu uma grave lesão medular em um acidente de carro apresentou nesta quarta-feira (25) os primeiros sinais de sensibilidade.

O caso

O paciente foi diagnosticado com lesão medular completa entre as vértebras T3 e T4. Ele foi internado no Hospital Universitário de Cascavel, onde o médico Lázaro Lima, especialista neurocirurgia, logo identificou a possibilidade do paciente participar do estudo experimental com a proteína desenvolvida no Brasil. O paciente também topou e foi o primeiro caso realizado em Cascavel.

Classificado como grau A — o nível mais grave de lesão medular, quando não há qualquer movimento ou sensibilidade abaixo da área atingida — o paciente fazia parte do grupo com as menores chances de recuperação funcional.

“Para esses pacientes com lesões medulares graves, o que a gente fazia até algum tempo era apenas comunicar e dar um pouco de esperança”, afirmou o neurocirurgião. “As lesões mais graves têm uma taxa de reversibilidade muito pequena.”

A esperança

A polilaminina, proteína desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está em fase de estudo clínico e vem sendo aplicada justamente nos casos mais severos — aqueles em que a medicina tradicional tinha pouco a oferecer além de estabilização e reabilitação.

No sábado, após liberação da Anvisa e articulação com a equipe do Rio de Janeiro, o jovem passou pelo procedimento. A aplicação é única, mas feita em dois pontos estratégicos da medula: acima e abaixo da lesão.

“O que a gente faz é detectar o ponto da lesão e aplicar a polilaminina na parte de cima e na parte de baixo, para que ela possa ter efeito tanto nos neurônios que vêm do cérebro quanto na parte mais inferior, para que eles tenham essa possibilidade de se encontrarem novamente”, explicou o médico.

O resultado inicial

Nos primeiros dias, segundo ele, o efeito esperado é principalmente anti-inflamatório. A fase seguinte é a mais aguardada: o possível estímulo e direcionamento do crescimento dos axônios — as estruturas responsáveis por conduzir os impulsos nervosos.

Questionado se já havia qualquer evolução clínica, Dr. Lázaro foi cauteloso, mas confirmou a mudança no quadro: “Nesses dias ele parece estar tendo uma evolução. Claro que o efeito é mais de longo prazo, mas só o paciente começar a ter uma melhora a gente já fica muito contente, muito feliz e esperançoso juntamente com o paciente.”

A janela ideal para aplicação da substância é nas primeiras 72 horas após o trauma, podendo se estender até 90 dias. O jovem cascavelense recebeu o tratamento dentro desse período considerado estratégico.

Ainda é cedo para projeções definitivas. A recuperação de lesões medulares é um processo complexo e de longo acompanhamento. Mas quatro dias depois de uma aplicação inédita na cidade, o que era ausência absoluta começa a registrar resposta. E, na neurologia, qualquer sinal já é um acontecimento.

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