
Delegados detalham Operação Matriosca que atingiu organização do tráfico
Segundo as autoridades, cerca de 170 policiais participaram da ofensiva, que teve suporte logístico e operacional de diversas Subdivisões Policiais e também de equipes especializadas, incluindo...
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Por Diego Cavalcante

Os delegados Éder Alves de Oliveira, Franciela Alberton e Helder Andrade Lauria detalharam nesta quarta-feira (25) os resultados da Operação Matriosca, ação de grande porte que teve como base investigativa o município de Pato Branco e contou com apoio de unidades policiais de várias regiões do estado.
Segundo as autoridades, cerca de 170 policiais participaram da ofensiva, que teve suporte logístico e operacional de diversas Subdivisões Policiais e também de equipes especializadas, incluindo o Núcleo de Operações com Cães e o grupamento aéreo da corporação, que utilizou helicóptero durante o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
Ao todo, foram executados mandados em três estados — Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul —, sendo Cascavel uma das cidades alvos. A ação resultou em 24 prisões preventivas previstas e 25 efetivamente realizadas, já que uma das pessoas localizadas possuía mandado em aberto por outro processo. Um investigado segue foragido. Também foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, que levaram a três prisões em flagrante por tráfico de drogas e à lavratura de um boletim circunstanciado envolvendo adolescente.
As investigações começaram em 2025, após prisão em flagrante em Realeza, quando uma mulher foi flagrada transportando cerca de dois quilos de crack escondidos sob as roupas dentro de um ônibus de linha. A partir desse caso, a polícia identificou uma estrutura criminosa organizada.
De acordo com os delegados, o grupo tinha base em Pato Branco, mas era comandado por um líder preso no sistema penitenciário de Campo Grande, que mesmo detido coordenava rotas, distribuição e logística do tráfico. A droga vinha principalmente daquele estado e era distribuída também para cidades como Concórdia, além de municípios paranaenses.
As apurações apontaram que o transporte era feito principalmente por mulheres recrutadas como “mulas”, que viajavam de ônibus até buscar crack e cocaína e retornavam com os entorpecentes escondidos sob as vestes. Muitas vezes, elas estavam acompanhadas de filhos menores para evitar suspeitas durante fiscalizações.
A operação recebeu o nome de “Matriosca” justamente por causa desse método, considerado pelos investigadores uma estratégia para mascarar o tráfico. Com o avanço das diligências, a Polícia Civil conseguiu identificar várias dessas transportadoras e mapear a estrutura logística e financeira da organização criminosa.
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