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Confiança do consumidor cai 1,2 ponto em fevereiro ante janeiro, revela FGV

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“A confiança do consumidor recuou pelo segundo mês seguido, influenciado principalmente pela piora das expectativas, enquanto as percepções sob...

Por Agência Estado

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,2 ponto em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, para 86,1 pontos, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado representa a segunda queda consecutiva.

Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,9 ponto.

“A confiança do consumidor recuou pelo segundo mês seguido, influenciado
principalmente pela piora das expectativas, enquanto as percepções sobre o momento presente melhoraram discretamente”, avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.

Em fevereiro, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,9 ponto, para 83,5 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) diminuiu 2,6 pontos, para 88,7 pontos.

“Entre as faixas de renda, o resultado foi heterogêneo com queda da confiança na faixa de renda mais baixa e para famílias com renda entre R$ 4.800 e R$ 9.600 mensais. O resultado de fevereiro reflete um aumento do pessimismo por parte dos consumidores, com piora dos indicadores que refletem a situação financeira futura das famílias, num contexto de endividamento e taxa de juros elevados”, completou Gouveia.

Dentro do IE, o indicador de situação econômica local futura avançou 1,5 ponto, para 103,7 pontos; o de situação financeira futura das famílias encolheu 4,9 pontos, para 82,9 pontos; e o indicador de compras de bens duráveis caiu 3,8 pontos, para 81,7 pontos.

No ISA, a percepção sobre a situação econômica local atual subiu 0,6 ponto, para 96,1 pontos, maior nível desde janeiro de 2014. A avaliação da situação financeira atual das famílias aumentou 1,2 ponto, para 71,3 pontos.

Entre as faixas de renda, o ICC das famílias que recebem até R$ 2.100 caiu 5,9 pontos, para 79,9 pontos. Na faixa de renda de R$ 2.100,01 a R$ 4.800, houve alta de 1,1 ponto, para 83,1 pontos. Já no grupo que recebe entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600 mensais, houve queda de 2,5 pontos, para 84,9 pontos, enquanto os consumidores com renda superior a R$ 9.600 registraram aumento de 1,3 ponto na confiança, em 96,1 pontos.

A coleta de dados para a edição de fevereiro foi realizada entre 2 e 18 do mês.

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