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Santander apresenta planos de 2026 a 2028 com foco em criação de valor e RoTE

Até 2028, o banco espanhol projeta ultrapassar 210 milhões de clientes – eram 180 milhões no fim de 2025 – e manter a liderança em Europa...

Publicado em

Por Agência Estado

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O Santander apresentou, em Londres, o plano estratégico de 2026 a 2028 e afirmou que a nova etapa deve “criar valor de forma estruturalmente mais elevada”, sustentada por lucro superior a 20 bilhões de euros em 2028, retorno sobre o patrimônio tangível (RoTE) acima de 20% e distribuição maior de dividendos em dinheiro, que deverá dobrar ante 2025.

Até 2028, o banco espanhol projeta ultrapassar 210 milhões de clientes – eram 180 milhões no fim de 2025 – e manter a liderança em Europa e América. Com receita crescendo “na casa de um dígito médio” e cortes anuais de custos, o índice de eficiência deve cair a 36%. O avanço, segundo a direção, resultará em expansão de dois dígitos ao ano no lucro por ação (LPA) entre 2026 e 2028 e em incremento próximo de 20% no valor patrimonial tangível somado ao dividendo por ação no período.

A política de remuneração ao acionista continuará a destinar cerca de 50% do lucro a dividendos em dinheiro e recompra de ações. A partir dos resultados de 2027, o porcentual em dinheiro subirá para 35%, enquanto 15% financiará recompras. O conselho já se comprometeu a distribuir pelo menos 10 bilhões de euros referentes a 2025-2026, dos quais 5 bilhões euros começaram a ser executados neste mês, e pretende distribuir qualquer capital que exceda 13% de Common Equity Tier 1 (CET1).

O lucro líquido recorde de 14,101 bilhões de euros em 2025 encerrou o ciclo 2023-2025, período em que o LPA subiu 68%. Desde 2021, incluindo a recompra anunciada recentemente, o banco terá retornado 16,2 bilhões de euros aos acionistas, equivalente a 18% das ações em circulação. As ações valorizaram mais de 250% entre 2023 e 2025 e mais de 75% nos 12 meses mais recentes.

A chamada Transformação ONE – adoção de plataformas tecnológicas comuns e uso intensivo de dados e inteligência artificial (IA) – permanece central. O Santander calcula gerar acima de 1 bilhão de euros em valor de negócios com IA até 2028, o que deve melhorar em 1 ponto porcentual o índice de eficiência. A estratégia se apoia em cinco frentes globais: Varejo, Openbank, CIB, Gestão de Patrimônio e Pagamentos. No Varejo, a meta é ampliar vendas digitais e reduzir custos de atendimento; na Openbank, crescer como plataforma digital; na CIB, expandir negócios de baixa alavancagem; em Patrimônio, elevar ativos sob gestão e seguros; em Pagamentos, manter avanço de receita de dois dígitos, com margens maiores.

A alocação disciplinada de capital prioriza mercados que geram retorno acima do custo. No Reino Unido e nos Estados Unidos, aquisições recentes (TSB e Webster) devem levar o RoTE a cerca de 16% e 18%, respectivamente, até 2028. Próximo de 80% da carteira de empréstimos e 65% do lucro antes de impostos virão de moedas fortes, o que, diz o banco, aumentará a previsibilidade dos resultados.

Para os lucros de 2025, o conselho proporá à assembleia de 27 de março de 2026 um dividendo final de 0,125 euro por ação, elevando o total anual a 0,24 euro – alta de mais de 14% frente a 2024. A remuneração total proveniente de 2025 alcançará 7,05 bilhões de euros, metade em dividendos e metade em recompra, rendimento estimado em 4,5%.

O Santander também informou que indicará Deborah Vieitas ao conselho como diretora independente, em substituição a Homaira Akbari, reforçando a presença internacional no colegiado.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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