Mãe denuncia falta de apoio e tratamento inadequado à aluna autista em colégio de Cascavel
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Por Luiz Haab
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Uma moradora de Cascavel – que prefere não se identificar – entrou em contato com a CGN para relatar o que ela considera “falta de estrutura e preparo” para a filha autista no Colégio Estadual Andreia Neres dos Santos, no Conjunto Riviera, região Norte da cidade. Ela é mãe de uma menina de 11 anos que, além do diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), também foi diagnosticada com Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e deficiência intelectual.
A mãe relata dificuldades recorrentes no acolhimento e atendimento da menina no colégio em a criança está matriculada desde o ano passado. “A escola não tem preparo adequado para lidar com as necessidades específicas da minha filha. Ela não é uma criança fácil de lidar, você tem que ter muita paciência. Ela tem crises de agressividade”, explica. Diante desses episódios, a escola costuma acionar a família para buscar a estudante, alegando falta de recursos para mantê-la em sala de aula após as crises.
Para garantir o acompanhamento de uma profissional de apoio escolar (PAE), a mãe diz que precisou acionar o Ministério Público e o Conselho Tutelar, já que o município não ofereceu suporte espontaneamente. “Desde quando a gente procurou atendimento pela primeira vez, nunca quiseram ajudar a gente. A PAE, eu tive que ir no Ministério Público pra conseguir”, afirma.
Ela também relata situações de tratamento inadequado por parte de membros da equipe escolar e do Núcleo Regional de Educação. Em um episódio recente, ela conta que foi abordada de maneira ríspida pelo diretor da escola, enquanto conversava com a vice-diretora. “Ele abriu a porta da sala e falou: ‘Eu preciso que vocês saiam daqui agora’. Faltou ética e respeito, inclusive na frente da minha filha”, relata.
A mãe ainda menciona um episódio com representante do núcleo regional, que a questionou de forma supostamente grosseira sobre a medicação da menina, sugerindo que o comportamento da criança seria resultado da ausência de medicamentos. “Ele simplesmente falou isso e virou as costas. Eles realmente não estão preparados para atender”, lamenta.
Diante das crises da aluna, a mãe alega ouvir com frequência da escola que a estudante deveria ser transferida para outra instituição, como Apae. Contudo, ela defende a permanência da filha na escola regular, ressaltando que a menina, apesar das dificuldades, é capaz de aprender. “Ela demorou pra aprender a ler e escrever, mas conseguiu. Eles sempre recomendam a troca de escola, mas eu moro perto e ela consegue estudar ali. A impressão que eu tenho é que eles não querem minha filha ali e que eu tire ela dessa escola”, conclui.