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Canibal revela o gosto da carne humana

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Segundo investigações da polícia alemã, Meiwes conheceu a vítima por meio de um anúncio na internet, no qual procurava voluntários que aceitassem...
Imagem referente a Canibal revela o gosto da carne humana
Cena do filme "Rohtenburg", baseado na história de Armin Meiwes

Por Diego Cavalcante

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O caso que chocou o mundo no início dos anos 2000 voltou a repercutir após declarações dadas pelo criminoso alemão Armin Meiwes, conhecido internacionalmente como “Canibal de Rotenburg”. O crime ocorreu na cidade de Rotenburg, na Alemanha, e se tornou um dos episódios mais perturbadores da história criminal moderna.

Segundo investigações da polícia alemã, Meiwes conheceu a vítima por meio de um anúncio na internet, no qual procurava voluntários que aceitassem participar de um ato extremo. Um homem respondeu ao anúncio e viajou até a casa do acusado. Lá, o encontro terminou em homicídio, e o autor manteve partes do corpo congeladas para consumo posterior, fato confirmado durante o processo judicial.

Anos depois, já preso, o criminoso concedeu entrevista a um veículo internacional e descreveu o sabor da carne humana. Ele afirmou que o gosto seria semelhante ao de carne suína, porém mais forte e levemente amargo, declaração que causou forte repercussão e indignação pública na época.

Durante o julgamento concluído em 2006, a Justiça alemã condenou Meiwes à prisão perpétua. Peritos avaliaram que ele apresentava distúrbios psicológicos graves e obsessões incomuns, mas consideraram que tinha plena consciência de seus atos no momento do crime, o que manteve a responsabilização penal.

O episódio permanece como um dos casos criminais mais estudados por especialistas em comportamento humano e psicologia forense, principalmente pelo fato de o próprio autor ter registrado e relatado detalhes do crime, algo que contribuiu para a notoriedade mundial da história.

O caso inspirou o filme Rohtenburg, produção alemã também conhecida internacionalmente como Grimm Love (O Canibal, no Brasil). Lançado em 2006, o longa apresenta uma versão dramatizada da história, acompanhando uma estudante de criminologia que analisa o caso de um assassino canibal e passa a reconstruir os fatos e motivações por trás do crime. A obra gerou controvérsia antes mesmo da estreia, com debates jurídicos e éticos sobre a exposição cinematográfica de um crime real ainda recente na memória pública.

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