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Professor da rede estadual do Paraná que foi acusado de importunação sexual é absolvido

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O advogado de defesa, Luciano Katarinhuk, falou sobre o encerramento do processo...
Professor da rede estadual do Paraná que foi acusado de importunação sexual é absolvido

Por Fábio Wronski

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O professor da rede pública estadual de Corbélia, no oeste do Paraná, foi absolvido de todas as acusações de importunação sexual imputadas pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR). A sentença foi proferida pela Vara Criminal da Comarca de Corbélia em 20 de fevereiro de 2026, encerrando um processo judicial que se estendeu por quase dois anos.

O advogado de defesa, Luciano Katarinhuk, solicitou a divulgação do desfecho do caso para atualizar a sociedade sobre a decisão judicial. Segundo o defensor, o processo teve início em 2024, quando o docente foi acusado de suposta importunação sexual contra seis adolescentes em um colégio estadual da região. Por determinação judicial, o educador foi afastado de suas funções pela Secretaria de Educação, enquanto o Ministério Público apresentou denúncia criminal.

“Depois de dois anos e meio, onde esse professor foi exacrado, praticamente humilhado na sociedade e tudo, veio o resultado final da justiça criminal. Ele foi absolvido de todas as acusações. Já tinha sido absolvido pela Secretaria de Educação, onde demonstrou que não havia provas para validar essa acusação tão grave que foi feita”, afirmou Katarinhuk.

O advogado ressaltou o impacto que o processo causou na vida do professor e de sua família. “Só de se passar por um processo criminal de suposto abuso, suposta importunação, crimes de natureza sexual, já é uma punição antecipada. É lógico que essa situação afetou não só o psicológico, o moral, o financeiro, inclusive toda a família desse professor, que agora, desde o primeiro momento, quando ele falava, eu sou inocente, eu não devo a essa situação, mas a gente sabe que tem um tribunal popular, um tribunal da internet, o tribunal da imprensa, e ele acabou com essa divulgação, sendo o primeiro julgado pela comunidade para depois dizer e comprovar que ele era inocente”, acrescentou.

A sentença, emitida na última sexta-feira, absolveu o professor de todas as imputações criminais. Katarinhuk destacou a importância da presunção de inocência e alertou para a necessidade de responsabilidade no oferecimento de denúncias. “O que a gente viu ali é que se houvesse um filtro melhor, um filtro com mais responsabilidade pelo próprio Ministério Público que fez a acusação, ele nem seria denunciado, não precisaria passar por esse processo, mas passou pelo processo, foi absolvido na esfera administrativa e foi absolvido também na esfera criminal”, frisou.

Segundo o advogado, o professor agora busca tratamento psicológico e pretende retornar à atividade docente, provavelmente em outra instituição, após mais de 20 anos de dedicação à rede pública estadual.

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