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Cascavel e Foz realizam primeiras aplicações de polilaminina em pacientes com lesões medulares

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No último domingo (22), dois pacientes receberam o tratamento experimental com polilaminina: um no Hospital da Unimed, em Foz do Iguaçu, e outro n...
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Foto: Gustavo Capobianco - Cirurgião Plástico/Divulgação

Por Fábio Wronski

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A região Oeste do Paraná foi palco das primeiras aplicações do medicamento polilaminina, desenvolvido pela cientista e bióloga brasileira Tatiana Coelho de Sampaio. A substância, descoberta acidentalmente por Tatiana, tem sido celebrada mundialmente pelo potencial de reverter lesões na coluna vertebral e devolver capacidades motoras a pacientes paraplégicos e tetraplégicos.

No último domingo (22), dois pacientes receberam o tratamento experimental com polilaminina: um no Hospital da Unimed, em Foz do Iguaçu, e outro no Hospital Universitário de Cascavel, conforme relato do médico João Sarraf, especialista em neurocirurgia e cirurgia de coluna. Entre os beneficiados está um atleta profissional de vôlei, vítima de grave acidente automobilístico que resultou em tetraplegia por lesão medular em C3.

O cirurgião plástico Gustavo Capobianco, que participou do procedimento em Foz do Iguaçu, destacou em suas redes sociais a importância do avanço: “A polilaminina representa mais do que uma terapia inovadora. Ela simboliza esperança, ciência aplicada e avanço concreto na regeneração neurológica. É a medicina ultrapassando limites.”

Tatiana Coelho de Sampaio, coordenadora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, lidera o projeto que investiga o reaproveitamento de proteínas da placenta para tratamentos celulares. Os resultados promissores do grupo permitiram a obtenção de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro de 2026 para o início de estudo clínico sobre a eficácia da polilaminina em casos de lesão medular aguda.

A cientista ressalta, no entanto, que o composto ainda precisa passar por etapas adicionais de validação científica e regulatória antes de ser considerado um medicamento disponível no mercado. O potencial da polilaminina, entretanto, já desperta expectativas na comunidade médica e entre pacientes que aguardam avanços concretos no tratamento de lesões neurológicas.

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