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Ex-policial federal acusado de homicídio em posto de combustíveis vai a júri popular

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Durante o julgamento, serão ouvidas cinco testemunhas de acusação e 18 de defesa, além das vítimas sobreviventes do ataque. O Ministério Público d...
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Foto: Reprodução/ Banda B

Por Fábio Wronski

Atualizado em

O ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva será julgado pelo Tribunal do Júri de Curitiba a partir da próxima segunda-feira, 9 de fevereiro. Ele é acusado de atirar contra clientes de um posto de combustíveis na madrugada de 2 de maio de 2022, no bairro Cristo Rei, em Curitiba. O julgamento, que será realizado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, está previsto para os dias 9, 10, 11 e 12 de fevereiro.

Durante o julgamento, serão ouvidas cinco testemunhas de acusação e 18 de defesa, além das vítimas sobreviventes do ataque. O Ministério Público do Paraná (MPPR) sustenta a acusação de homicídio triplamente qualificado, além de sete tentativas de homicídio também triplamente qualificadas. Os crimes são agravados por motivo fútil, perigo comum e uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa das vítimas.

Segundo a advogada das vítimas, Thaise Mattar Assad, o crime cometido por Ronaldo Massuia é “injustificável e inadmissível”. Ela afirmou: “O ataque brutal protagonizado por ele naquele posto de combustíveis naquela noite é injustificável. Não se espera de um policial federal que atue da forma como ele atuou. A sociedade curitibana não pode admitir uma conduta dessas, por isso, nossa expectativa é pela condenação e pela Justiça”.

Caso seja condenado, Massuia pode ser sentenciado a mais de 30 anos de prisão.

O caso

Ronaldo Massuia Silva foi preso em flagrante pouco depois do ataque, ocorrido dentro da loja de conveniências de um posto de combustíveis. Ele atirou contra os clientes presentes no local, resultando na morte do fotógrafo André Muniz Fritoli e deixando outras três pessoas feridas. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o ex-policial entra na loja e dispara tiros à queima-roupa contra os clientes. Após ser detido, Massuia alegou em depoimento ter agido em legítima defesa.

Em abril de 2025, Massuia foi demitido da Polícia Federal pelo Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Na decisão, o ministro afirmou que o acusado cometeu infrações que comprometeram a função policial e se prevaleceu, abusivamente, de sua condição de funcionário público.

Defesa solicita redesignação do julgamento

A defesa de Ronaldo Massuia informou, por meio de nota enviada à imprensa, que protocolou pedido de redesignação da data do julgamento. O motivo alegado é a troca de advogado e a necessidade de tempo para análise integral dos autos e documentos pertinentes ao processo, considerado de alta complexidade.

Na nota, a defesa argumenta que ainda há procedimentos sob segredo de justiça pendentes de acesso pela nova equipe, além de questionar a regularidade da representação processual anterior. A defesa também destacou a apresentação recente de novos arquivos pela acusação, o que, segundo os advogados, exige tempo para análise técnica e preparação adequada.

Por fim, a defesa afirmou que o pedido não tem caráter protelatório, mas visa garantir o pleno exercício do direito de defesa e a segurança jurídica do julgamento.

As informações são da Banda B.

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