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“Diz que hackeei rádio para chamá-lo de palmeirense frouxo”: Ex-assessor parlamentar processa idoso por calúnia em Cascavel

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Jair Pereira, ex-assessor parlamentar, afirma estar sendo vítima de uma campanha de difamação promovida por um idoso de iniciais M.
“Diz que hackeei rádio para chamá-lo de palmeirense frouxo”: Ex-assessor parlamentar processa idoso por calúnia em Cascavel

Por Luiz Haab

Atualizado em

Um caso inusitado envolvendo um ex-assessor parlamentar da Câmara de Vereadores de Cascavel e um idoso que queria ajuda para abrir uma web rádio foi parar na Justiça, com o idoso de cerca de 80 anos denunciado pela vítima por perseguição, calúnia e difamação.

Entenda

Jair Pereira, ex-assessor parlamentar, afirma estar sendo vítima de uma campanha de difamação promovida por um idoso de iniciais M.P., de aproximadamente 80 anos, que o havia procurado há dois anos para solicitar ajuda digital e abrir uma web rádio.

Segundo relato de Jair, o episódio teve início quando o idoso, pedir auxílio para configuração a rádio online. “Foi um serviço rápido, poucos dias que a gente atendeu ele. Passado isso, acho que ele perdeu a senha de acesso e voltou novamente. Eu atendi ele e consegui fazer a configuração”, relatou o ex-assessor.

Após a conclusão do serviço, o ex-assessor afirma não ter mais tido contato com a plataforma ou qualquer envolvimento com o projeto. Contudo, Jair diz que passou a ser alvo de insultos por parte do idoso, que o acusa de ter hackeado o sistema da rádio, inserido conteúdos ofensivos ao Palmeiras – clube do qual o idoso é torcedor -, chamando-o de “palmeirense frouxo”, e de se aproveitar de sua idade e condição de saúde.

Escalada

As denúncias, segundo Jair, extrapolaram o ambiente político e passaram a ser feitas também em seu bairro, atingindo seus vizinhos e familiares. O caso ganhou contornos ainda mais graves no último dia 28 de janeiro, quando o idoso teria ido até a residência do ex-assessor e permanecidos por quase uma hora, como mostram as câmeras de segurança da residência, conversando com seu filho de apenas sete anos. “O que me preocupou foi o teor das falas dele, que eu consegui ouvir por câmera. Como uma criança de 7 anos, ele podia medir as palavras. Meu filho ficou apavorado por causa disso, e eu procurei defender a minha família procurando a Justiça”, declarou.

Diante da escalada dos episódios, Pereira abriu uma ação judicial solicitando que M.P. pare com os insultos e acusações. “Eu acionei o judiciário pra que fosse cessado esse tipo de fala, de agressão, e o judiciário tomar as medidas cabíveis”, disse.

Questionado sobre a existência de provas que sustentem as acusações de invasão à web rádio, Pereira nega qualquer envolvimento. “Não tem prova nenhuma, não tem nem porquê também, que eu não sei nem o nome dessa rádio dele, que eu não sei qual a rádio que ele se refere. O computador que tinha acesso não era meu, era um computador de trabalho, foi formatado, não ficou nada lá”, afirmou.

O ex-assessor relata que as difamações continuam ocorrendo nos corredores da Câmara Municipal e que o idoso costuma procurar vereadores para reforçar as acusações. “Nos corredores da Câmara, ele difama bastante.”

Até a publicação desta reportagem, a CGN não havia conseguido contato com o idoso, mas permanece à disposição para ouvi-lo.

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