Rumble pede para notificar Moraes por e-mail em processo na Justiça dos EUA
O processo está parado desde agosto de 2025, quando uma intimação contra Moraes foi remetida ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em outubro do ano passado,...
Publicado em
Por Agência Estado
As empresas Rumble e Trump Media, que processam o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Justiça Federal dos Estados Unidos, pediram para notificar o magistrado brasileiro por e-mail. A petição enviada à Justiça da Flórida nesta segunda-feira, 2, é uma tentativa de destravar a queixa da qual Moraes é alvo por, supostamente, emitir “ordens secretas de censura” contra a plataforma de vídeos.
O processo está parado desde agosto de 2025, quando uma intimação contra Moraes foi remetida ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em outubro do ano passado, a PGR emitiu um parecer recomendando a rejeição da notificação.
Procurado por meio do STF, Moraes não respondeu. Durante o julgamento da ação do golpe de Estado no STF, o ministro afirmou que “milícias digitais ou estrangeiras” não intimidariam sua atuação na Corte. “A especialidade dessas milícias digitais é a produção de fake news para tentar intimidar o Poder Judiciário. Não perceberam que, se até agora não intimidaram o Judiciário, não vão intimidar, seja com milícias digitais ou estrangeiras, porque o Brasil é um país soberano e independente”, afirmou Moraes em março de 2025, durante o julgamento do recebimento da denúncia da PGR.
Segundo a petição, Moraes pode ser notificado no processo pelo e-mail institucional do STF por ter usado esse canal para notificar a Rumble de ordens de remoção de conteúdo.
“Tendo usado o e-mail para tentar afirmar jurisdição extraterritorial, o réu agora não pode negar que o e-mail lhe forneça notificação efetiva”, argumenta o advogado Martin de Luca, que representa as empresas autoras do processo.
Desde fevereiro de 2025, Moraes é alvo de uma ação civil na Justiça Federal da Flórida por suposta censura e violação à soberania americana.
A Rumble é uma plataforma de vídeos que funciona de modo parecido ao YouTube. A rede surgiu com a proposta de ser “imune à cultura do cancelamento” e passou a abrigar produtores de conteúdo restritos em outras redes, como os comentaristas Paulo Figueiredo, Rodrigo Constantino e Bruno Aiub, conhecido como Monark. A plataforma descumpriu determinações da Justiça brasileira e não indicou um representante legal no País. Por essas razões, foi proibida de atuar em território nacional.
Ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Trump Media administra a rede Truth Social. Assim como a Rumble, a Truth propõe diretrizes mais brandas na moderação de conteúdo e passou a abrigar extremistas. Desde janeiro de 2025, quando retornou à presidência dos Estados Unidos, Trump tem utilizado a plataforma para fazer anúncios oficiais da gestão.
Rumble e Trump Media pedem que Moraes seja responsabilizado por emitir “ordens secretas de censura extraterritorial”. As autores pedem à juíza do caso que reconheça as ordens de Moraes para a remoção de conteúdo e de contas como inexequíveis em território americano, sob a proteção da Primeira Emenda à Constituição do País, que garante o direito à expressão em termos mais flexíveis que o da legislação brasileira.
Whatsapp CGN 3015-0366 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou