Acusada dos ataques em 8 de janeiro rompe tornozeleira, foge para Argentina e acaba presa em Cascavel
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Por Fábio Wronski
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Uma mulher de 52 anos, investigada em processos sob competência do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados aos ataques de 8 de janeiro em Brasília, foi presa na manhã desta segunda-feira (2), em Cascavel, no oeste do Paraná. O cumprimento do mandado de prisão preventiva foi confirmado pelo delegado Marcos Fontes, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), em entrevista à CGN.
Segundo o delegado, a ordem judicial foi expedida pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, após constatação de violações reiteradas das medidas cautelares anteriormente impostas à investigada. A mulher é acusada de crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e dano qualificado, todos relacionados aos eventos ocorridos na capital federal em janeiro de 2023.
O caso teve início quando a mulher procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência, alegando o extravio de sua carteira de identidade na Argentina. Inicialmente, ela foi orientada a buscar o serviço em um instituto de identificação, mas, de forma incomum, deixou suas malas em uma delegacia e dirigiu-se à Delegacia do Adolescente, onde solicitou a emissão do novo documento.
Durante o atendimento, um policial verificou os dados da mulher no sistema da Polícia Civil e constatou a existência do mandado de prisão expedido pelo STF. “O policial, de maneira arguta, verificou inicialmente no sistema de dados da Polícia Civil e verificou que havia um mandado de prisão expedido contra ela pelo Supremo Tribunal Federal”, relatou o delegado Marcos Fontes.
Sem acesso imediato ao teor do mandado, a Polícia Civil acionou a Polícia Federal de Cascavel, que confirmou tratar-se de ordem judicial expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, abrangendo a investigada e outros envolvidos nos crimes relativos ao 8 de janeiro.
Fuga e prisão
O delegado detalhou ainda que a mulher utilizava tornozeleira eletrônica havia um ano e quatro meses, residindo em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso. Ela rompeu o equipamento de monitoramento e fugiu para a Argentina, onde trabalhou até perder a carteira de identidade e ser expulsa do país vizinho. Após retornar ao Brasil por Foz do Iguaçu, tentou sem sucesso obter emprego devido à ausência do documento.
Por conhecer Cascavel, cidade onde nasceu, hospedou-se em um hotel próximo à rodoviária e buscou orientação para emissão de novo RG. No entanto, ao procurar a Polícia Civil, acabou identificada e presa. “Não importa qual órgão da Polícia Civil ela procurasse, estão logo acionado o sistema e a demonstrar que há um mandado de prisão expedido, e foi o que aconteceu nesse caso”, afirmou o delegado.
Encaminhamento
Após a prisão, o caso será comunicado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes. A detida será inicialmente inserida no Departamento Penitenciário Estadual e, posteriormente, transferida ao Departamento Penitenciário Federal.