Cascavel tem vagas, tem produção — mas cadê os trabalhadores?
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Por Redação CGN
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Há algo profundamente errado em um país onde trabalhar virou desvantagem. Onde o emprego — base de qualquer sociedade saudável — compete, em desvantagem, com benefícios estatais distribuídos sem porta de saída clara. Isso não é acaso. É consequência direta de políticas públicas equivocadas.
Os brasileiros não querem mais trabalhar e aqui em Cascavel não é diferente — e isso não é xingamento, é diagnóstico. Uma das maiores crises silenciosas da nossa história já está instalada: o apagão de mão de obra. Somos cerca de 200 milhões de habitantes. Apenas algo em torno de 40 milhões têm carteira assinada. Em contrapartida, mais de 50 milhões recebem algum tipo de benefício social, fora aposentados e pensionistas do INSS. A matemática não fecha — e nunca fecharia.
Essa realidade não é abstrata. Ela aparece no dia a dia de cidades produtivas como Cascavel e de todo o interior do país. Empresários, produtores rurais e empregadores relatam o mesmo problema: falta gente para trabalhar. Falta mão de obra para colheitas sazonais, para atividades no campo, para serviços essenciais. Há vagas, há salários, mas não há interessados. Algo impensável até poucos anos atrás.
O que mudou? O Estado brasileiro criou um sistema autodestrutivo: retira recursos de quem produz e devolve em forma de benefícios que garantem sobrevivência, mas não constroem futuro. São valores baixos, mas suficientes para que milhões de famílias optem por não sair do lugar, tanto nos grotões quanto nos centros urbanos. O resultado é previsível: produtividade em queda, empresas sufocadas e setores inteiros ameaçados por falta de gente.
Como a esquerda construiu e manteve sua base eleitoral? Seria simplista dizer apenas que “engana o eleitor”. Isso acontece, sim, mas não explica tudo. No Brasil, político mente, promete, não cumpre — e isso foi normalizado. O diferencial sempre foi haver alguém para pagar a conta.
Enquanto o Estado se apresenta como provedor absoluto, ele administra a vida do eleitor. Não emancipa; tutela. A dependência gera fidelidade política. Quem depende do benefício teme perdê-lo. Quem teme perder, vota para manter.
Há um experimento simples que expõe essa engrenagem. Se o empresário deixasse de ser responsável pelos impostos do empregado; se o salário bruto fosse integralmente pago ao trabalhador e ele próprio tivesse de recolher seus impostos, mês a mês, vendo exatamente quanto o Estado retira do seu esforço, o resultado seria imediato. No primeiro mês, ao perceber o peso real da carga tributária e o tamanho do Estado que “dá” com uma mão e tira com as duas, a esquerda perderia boa parte de seus eleitores. Porque benefício não vem do nada. Sempre vem do trabalho de alguém.
Diante desse cenário, grandes empresas já recorrem ao extremo: importar mão de obra. Haitianos, angolanos, moçambicanos, bolivianos, cubanos — gente que chega ao Brasil, inclusive ao interior do Paraná e a Cascavel, para ocupar vagas que brasileiros rejeitam. E não será surpresa se, em breve, virmos trabalhadores da Ásia fazendo aqui o que parte da população local abandonou.
Por quê? Porque quem vem de fora busca liberdade para trabalhar, não dependência de benefício. Trabalho gera futuro. Assistencialismo permanente, não.
Se você acredita que quem trabalha tem que sustentar quem não trabalha, aqui não é para você. Na CGN defendemos meritocracia; crescimento por esforço e trabalho; um governo que crie oportunidades para todos, não dependência; o direito à vida, à liberdade e à propriedade.
Assistência social é necessária. Dependência permanente, não.
Trocar migalhas por poder não é justiça social — é engenharia política.
O Brasil precisa decidir se quer cidadãos livres ou eleitores tutelados. Punir quem produz e premiar a estagnação nunca construiu prosperidade. Só construiu dependência, miséria — e voto cativo.