
Ex-professor e ex-padre é condenado a 24 anos de prisão por assédio sexual de alunas no PR
O processo foi conduzido pelo Juiz de Direito Adriano Cezar Moreira, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama. O réu participou da audiência por...
Publicado em
Por CGN Redação

O professor da rede estadual de ensino de Umuarama, identificado pelas iniciais C. F. P., foi condenado a 24 anos de prisão por assédio contra alunas. O julgamento ocorreu em 5 de novembro de 2025, porém a sentença foi divulgada apenas nesta semana pela Justiça, confirmando a pena privativa de liberdade. Natural de Mariluz, C. F. P. já atuou como padre antes de ingressar na carreira de professor em Umuarama.
O processo foi conduzido pelo Juiz de Direito Adriano Cezar Moreira, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama. O réu participou da audiência por videoconferência, pois encontra-se preso no Estado de São Paulo. A decisão ainda é passível de recurso junto ao Tribunal de Justiça do Paraná.
O caso veio a público em agosto de 2024, quando a mãe de uma adolescente de 14 anos procurou a imprensa para denunciar a situação de assédio. Na época, recaíram sobre o professor de ensino religioso de um Colégio Estadual suspeitas de assédio contra a jovem e outras alunas.
A mãe da adolescente registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Umuarama, resultando na abertura de investigações pela equipe da Delegacia da Mulher. Ela relatou ter ouvido de outras meninas relatos de abusos, mas muitas não denunciaram por medo ou falta de apoio. “Uma menina me contou na hora que tudo estava acontecendo e chamou a mãe. Outras apareceram chorando, dizendo que tinham medo dele. E isso sem contar os casos dos quais nem ficamos sabendo”, relatou.
Na ocasião, o Núcleo Regional de Educação informou o afastamento do professor de suas funções e a adoção de medidas administrativas para garantir a segurança dos estudantes.
Com base nas investigações, em 27 de novembro de 2024, a 1ª Vara Criminal de Umuarama expediu mandado de prisão contra o professor. Em 4 de dezembro do mesmo ano, a Polícia Civil informou não ter localizado C. F. P., que passou a ser considerado foragido. Segundo a corporação, ele era suspeito de cometer crimes de importunação sexual e estupro de vulnerável contra cinco meninas, com idades entre 11 e 14 anos.
O professor foi preso em 15 de abril de 2025, na cidade de Salto, Estado de São Paulo. Uma equipe da Guarda Municipal de Salto, durante fiscalização de trânsito, abordou o suspeito, que estava em seu veículo. Após checagem dos dados, foi constatado o mandado de prisão em aberto, resultando em sua captura e condução à Delegacia de Polícia de Salto/SP.
Desde então, C. F. P. permanece recluso no sistema prisional paulista, sem informações sobre eventual transferência para o Paraná.
Com informações de O Bemdito
Whatsapp CGN 3015-0366 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou