Nova Lei vai multar motoristas por lixo dentro do carro e prevê até prisão
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Por Diego Cavalcante
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Motoristas de uma cidade turística dos Estados Unidos poderão ser punidos com multas altas e até prisão por algo que muitos consideram trivial: manter lixo dentro do próprio veículo. Uma nova lei aprovada em Hilton Head, na Carolina do Sul, entra em vigor no dia 1º de fevereiro e já provoca debates intensos nas redes sociais.
Pelo texto da legislação, passa a ser ilegal permitir o acúmulo de lixo, resíduos ou restos de comida em qualquer edifício, veículo ou área ao redor, desde que isso possa servir de abrigo ou fonte de alimento para ratos. A infração pode render multa de até US$ 500 (mais de R$ 2 mil), pena de até 30 dias de prisão ou as duas punições combinadas.
A norma classifica esse tipo de situação como “incômodo público” e estabelece que cada dia em que a irregularidade continuar poderá ser considerado uma nova violação. Além da multa e da possível prisão, o município ainda poderá adotar medidas legais extras para obrigar o infrator a corrigir o problema.
Segundo autoridades locais e reportagens da imprensa norte-americana, Hilton Head enfrenta há anos um crescimento expressivo da população de ratos. A nova regra faz parte de um pacote de ações para conter os roedores, especialmente em uma cidade famosa pelas praias e pelo turismo.
Empresas de controle de pragas reforçam que a prevenção é fundamental. Elas recomendam inspeções frequentes, vedação de possíveis entradas e, principalmente, controle rigoroso do descarte de lixo e restos de comida, inclusive dentro de veículos.
A medida surge poucas semanas depois de outra proposta polêmica ganhar repercussão nos Estados Unidos. Em dezembro, a organização PETA sugeriu uma lei que obrigaria tutores a passearem com seus cães ao menos três vezes por dia, sob pena de multa também de US$ 500. A ideia gerou forte reação negativa entre donos de pets.
Enquanto a proposta da PETA ainda está em debate, a regra sobre lixo em carros já tem data para começar a valer. Nas redes sociais, usuários se dividem entre apoiar a iniciativa por motivos sanitários e criticar o que chamam de exagero e invasão da vida privada.
Com informações do Metrópoles